5º dia de Assembleia Eclesial da América Latina e Caribe: no caminho e a caminho do Sínodo 2023 sobre a sinodalidade

O 5º dia de Assembleia Eclesial da América Latina e Caribe foi marca pelas falas do Secretário-geral para o Sínodo dos Bispos, Cardeal Mario Grech, do Prefeito da Congregação para os Bispos, Cardeal Marc Ouellet, PSS, Irmã Liliana Franco, Presidente da Confederação Latino-americana e Mauricio López, Coordenador do Centro de Programas de Ação Pastoral e Redes do CELAM. O diálogo residiu na temática: Da Assembleia Eclesial rumo ao Sínodo sobre a sinodalidade.

Os cardeais apresentaram boas perspectivas em relação a América Latina e Caribe que já estão dando passos significativos no entendimento de uma Igreja Sinodal e nas reflexões que podem contribuir para o Sínodo de 2023. A experiência realizada nesta Assembleia parece ser como que um estágio para perceber os frutos, os métodos, as limitações e os empenhos que podem ser sugeridos em Roma em 2023.

A experiência de escuta iniciado em outubro, pelo Papa Francisco, em todas as dioceses do mundo, também será uma realidade nas conferências episcopais e nos conselhos continentais. Ao realizar a I Assembleia Eclesial, a América Latina já experimenta o caminho que será percorrido até 2023. Este desejo, já está presente no coração da Igreja da América Latina e Caribe desde a Conferência de Aparecida, há 14 anos. Sendo amadurecido, foi, então colocado em prática, em um momento oportuno, em comunhão com o Santo Padre o Papa.

Na coletiva de imprensa, os conferencistas afirmaram que já surgem propostas concretas nos grupos de trabalho. Dentre elas, a Irmã Maria Inês, presidente da Conferência dos Religiosos do Brasil, afirmou que o protagonismo juvenil deve ser amplamente considerado, a partir desta Assembleia Eclesial. A irmã afirmou que a necessidade de respostas concretas as dificuldades vivenciadas, sobretudo com a perda da juventude, dos mais pobres e das mulheres, é urgente e não pode ser somente no âmbito teórico.

Sobre as polêmicas em torno das discussões, que volta e meia aparecem na mídia, sobre a ordenação de mulheres, a irmã fez uma reflexão bastante pertinente sobre o papel da mulher no apostolado da Igreja e a preocupação com a formação dos futuros sacerdotes. A irmã refletiu que a vida religiosa deve ser profética, deve ter uma opção fundamental pelos pobres, que não discute a ordenação de mulheres, mas faz o que o Papa Francisco já está fazendo, dar as mulheres, também, papéis nos âmbitos decisórios. A irmã afirmou que “a ordenação poderia levar a mulher a se encerrar na sacristia. As mulheres são mais voltadas para a vida, o papel da mulher na Igreja é estar presente onde a vida mais clama.”, afirmou Irmã Maria Inês.

Por fim, em vídeo publicado pelo Vatican News, Dom Paulo Cezar, Arcebispo de Brasília, que participa presencialmente dos trabalhos da Assembleia, conclui que “o Espírito é aquele que vai nos dinamizando, o Espírito é aquele que vai apontando o caminho de Jesus para a Igreja. O espírito é aquele que vai nos colocando sempre nessa dinâmica de saída.”