Arquidiocese de Brasília relembra a primeira missa na Capital

No último domingo, 03 de maio, a igreja celebrou o quarto domingo  de Páscoa e o 57° dia mundial de oração pelas vocações presbiterais e religiosas. Também na ocasião, a Arquidiocese fez memória os 63 anos desde a primeira missa celebrada no Distrito Federal.

Transmitida pelas mídias sociais e pela Rádio Nova Aliança, por conta do isolamento social, a celebração eucarística foi presidida pelo Administrador de Brasília, Cardeal dom Sergio da Rocha e concelebrada por Pe. João Firmino, pároco da Catedral, Pe. Caio,  diácono Alfredo e o seminarista Matheus.

Na homilia, o Cardeal dom Sergio comentou o evangelho do dia (1 Pd 2,20b-25) em que “chegado o quarto domingo da páscoa, a igreja celebra o dia do bom pastor […]. Rezamos pelas vocações sacerdotais e religiosas, mas estendemos nossas orações a todos os vocacionados. Todo Cristão leigo é vocacionado a viver a sua missão de cristão não só dentro da igreja, mas também no dia a dia da vida”.

Em ação de graças, “recordamos a primeira missa celebrada em Brasília. Recordamos a importância da fé para quer construir a cidade. O que significa: antes da construção da cidade, os construtores, os candangos estiveram conscientes da importância da fé então. Por isso a cruz já marca o inicio de cidade, futuramente uma Arquidiocese de Brasília. Não é possível termos fé em Cristo , a cruz sem igreja, portanto a igreja já se fazia presente.

“A cruz que esta aqui na Catedral, é para recordamos que sem Deus, a cruz de Cristo, nós não vivemos, não conseguimos construir a cidade. Já diz o salmista que se Deus não constrói a casa, em vão trabalham os que a constrói”, falou Dom Sergio.

 

A primeira missa que marcou o início da construção de Brasília ocorreu no dia 3 maio de 1957, ponto mais alto do Planalto Central (Praça do Cruzeiro).

Na ocasião, a cerimônia foi presidida pelo Cardeal Carlos Camelo de Vasconcelos Motta, a convite do Presidente da República, Juscelino Kubitschek. Estiveram presentes o vice-presidente, João Goulart, representantes diplomáticos, escritores, parlamentares, além de todos os trabalhadores  que estavam construindo a cidade e seus familiares.

Foto: Arquivo Público

Juscelino Kubitschek disse ao final da missa: “Hoje é o dia de Santa Cruz. Dia em que Brasília, ontem apenas uma esperança e hoje entre todas as mais nova das filhas do Brasil, começa a erguer-se, integrada no espírito cristão, causa, princípio fundamento da nossa unidade nacional; dia em que Brasília se torna autenticamente brasileira. Porque desde as suas origens o Brasil existe com a presença de Cristo. Este é o dia do batismo do Brasil novo. É o dia da esperança, o dia da ressurreição da esperança. É o dia da cidade que nasce. Plantamos, com o Sacrifício da Santa Missa, uma semente espiritual neste sítio que é o coração da Pátria. Seja-me permitido formular uma ardente súplica, neste momento: que Nossa Senhora da Aparecida, a Padroeira do Brasil e Madrinha de Brasília, vele por esta cidade que surge, resguarde os que a vierem habitar, volva os olhos benignos para os homens públicos que daqui deverão dirigir esta Nação, a fim de que eles honrem os nossos maiores e sirvam condignamente as gerações futuras. Que Brasília se modele na conformidade dos altos desígnios do Eterno; que a Providência faça desta nossa terrestre um reflexo da cidade de Deus; que ela cresça sob o signo da Caridade, da Justiça e da Fé”.

Desde 2008, a Arquidiocese de Brasília relembrava este fato histórico com uma Missa na Praça do Cruzeiro. Contudo, a partir de 2014, a realização desta solenidade foi transferida para a Catedral Metropolitana.

 

Foto: Fernando  Pascom Brasília
2020-05-05T20:09:40-03:0005/05/2020|