Comissão Arquidiocesana para a Proteção de Menores e Pessoas Vulneráveis retoma atividades em Brasília

Na tarde de terça-feira (25/5), por convocação do Sr. Arcebispo Dom Paulo Cezar Costa, a Comissão Arquidiocesana para a Proteção de Menores e Pessoas Vulneráveis se reuniram na Cúria Metropolitana de Brasília. A Comissão foi criada pelo Cardeal Dom Sergio da Rocha, pouco antes de sua transferência para Salvador, em observância do art. 2º, § 1º, do Motu Próprio Vos estis lux mundi, promulgado pelo Santo Padre, o Papa Francisco aos 9 de maio de 2019. Em decorrência da pandemia do novo Coronas Vírus, as atividades da Comissão em Brasília foram limitadas no ano de 2020.

O objetivo da reunião foi discutir o calendário de encontros e a programação de ações de formação de clérigos e agentes de pastorais. Também foi proposto, a preparação de protocolos de prevenção para orientar todas as atividades pastorais da Igreja de Brasília, além de estudar em detalhe as competências dos seus membros.

O primeiro objetivo da Comissão é ser para a Igreja de Brasília um organismo estável e facilmente acessível ao público para apresentar assinalações de eventuais abusos de menores ou de pessoas vulneráveis nos ambientes da Igreja Católica em Brasília, oferecer assistência às vítimas ou testemunhas de tais abusos, para que se sintam acolhidas pela Igreja e deem conhecimento dos fatos às autoridades eclesiásticas em vista das providências previstas pela legislação canônica para estes casos.

A triste chaga dos abusos tem sido objeto da atenção por parte da Igreja especialmente pelos Papas São João Paulo II, Bento XVI e Francisco, que deram à Igreja um corpo legislativo penal específico. Além da legislação penal, o Papa Francisco instituiu uma Comissão Pontifícia para acolher e ouvir as vítimas, também chamadas “sobreviventes”, de abusos sexuais e de poder, bem como dar orientação preventiva a toda a Igreja.

A este propósito o Papa Francisco escreveu que “Os crimes de abuso sexual ofendem Nosso Senhor, causam danos físicos, psicológicos e espirituais às vítimas e lesam a comunidade dos fiéis. Para que tais fenómenos, em todas as suas formas, não aconteçam mais, é necessária uma conversão contínua e profunda dos corações, atestada por ações concretas e eficazes que envolvam a todos na Igreja, de modo que a santidade pessoal e o empenho moral possam concorrer para fomentar a plena credibilidade do anúncio evangélico e a eficácia da missão da Igreja. Isto só se torna possível com a graça do Espírito Santo derramado nos corações, porque sempre nos devemos lembrar das palavras de Jesus: «Sem Mim, nada podeis fazer» (Jo 15, 5)”. (M.P. Vos estis lux mundi, Proêmio).

O Arcebispo de Brasília, Dom Paulo Cezar Costa, ao declarar na reunião que assume este compromisso em plena comunhão com o Santo Padre, assegurou que colocará todo o seu empenho de Pastor para que a nossa amada Igreja Católica em Brasília atua na prevenção, no acolhimento das vítimas e na justa punição de eventuais culpados, seguindo os rigorosos procedimentos jurídico-canônicos previstos para tal fim.

2021-05-27T13:58:17-03:0027/05/2021|