Concentração do Apostolado de Oração encerra homenagens ao Sagrado Coração de Jesus

Uma tarde inteira dedicada à oração e à reverência ao Sagrado Coração Jesus. Dessa forma pode ser resumido o evento que reuniu, neste domingo (13), representantes de dezenas de paróquias da Arquidiocese de Brasília na Paróquia Sagrado Coração de Jesus e Nossa Senhora das Mercês, na Asa Sul. Organizada pelo Apostolado da Oração, a concentração começou às 14 horas e terminou com uma missa solene encerrada com a presença do arcebispo de Brasília, dom Paulo Cezar. Por causa da pandemia, pelo segundo ano consecutivo o evento teve a participação presencial reduzida. Os mais de três mil integrantes dos grupos do apostolado em todo o Distrito Federal foram convidados a acompanhar o evento por meio da transmissão pelas redes sociais da paróquia.

Da esquerda para direita: Frei Rogério, Dom Paulo Cezar e Pe. Everton

Em sua fala, a arcebispo classificou o Apostolado da Oração como “fundamental” para a Igreja. Lembrou que a oração tem um poder infinito e fez um pedido para que os integrantes de todos os grupos continuem rezando e pedindo a intercessão de Jesus, que tem o dom do amor extremo. “A oração pode fazer que quem vive na indiferença e no pecado seja transformado. Por ela podemos tocar o amor de Deus”, completou ao lado do pároco Frei Rogério Soares, diretor do Apostolado da Oração, no Distrito Federal e celebrante missa e de quem o bispo ouviu um pedido para deixar uma palavra de incentivo à oração.

Antes da celebração da missa, os participantes intercalaram momentos de orações com cânticos de louvor e palestras. A primeira apresentação coube aos coordenadores arquidiocesanos do Apostolado da Oração, Heron e Carmen Oliveira. O casal fez uma apresentação sobre o trabalho realizado nas mais de 150 paróquias, lembrou os compromissos dos integrantes dos grupos, como o oferecido diário, a eucaristia, a devoção ao Espírito Santo, ao Sagrado Coração de Jesus e a Maria Santíssima, além da oração perseverante. Também frisou que o Apostolado da Oração é parte integrante da rede mundial de oração do papa que reúne mensalmente um conjunto de intenções, cujo propósito maior é pedir por um mundo melhor. Sobre a concentração, Heron classificou como “ um momento de congraçamento e de renovação de forças” e agradeceu a presença de representantes de todos os vicariatos: sul, centro, leste e norte.

Em seguida, padre Roger Araújo falou aos participantes sobre a importância e a necessidade de serem pessoas orantes. Ele lembrou várias passagens bíblicas que deixam claro o quanto Jesus rezava e tinha na oração a sua forma de comunicação com o Pai. “Como homem, Jesus foi orante. Não podemos nunca abandonar a oração”, pontuou. Em outro trecho da palestra, ele chamou atenção para a relevância de os fiéis estimularem o gosto pela oração nas pessoas próximas de si. Padre Roger comparou a forma como pais costumam passar para os filhos o gosto que têm por um time de futebol, com o estímulo dado à oração. “Infelizmente, a concorrência é desleal. Muitos pais oferecem o telefone, o computador, a televisão, mas não coloca o santo terço nas mãos dos filhos. Passamos o gosto pelas coisas do mundo e não passamos o gosto pela oração”, enfatizou.

Da esquerda para direita: Pe. Roger, Frei Rogério e Pe. Everton

Outro aspecto destacado pelo palestrante foi a necessidade de as orações serem feitas o tempo todo e não apenas nos momentos predeterminados como o oferecimento diário e nos encontros mensais dos grupos do Apostolado, ou até mesmo pela repetição de orações conhecidas e decoradas. Segundo ensinou, o ideal é estabelecer uma relação efetiva e afetuosa com Cristo. “Tenha uma alma orante, converse de forma amorosa, afetuosa e tenha uma comunhão efetiva com o Pai. O remédio para a nossa salvação eterna é a oração. Seja uma alma orante”, reiterou, completando que a salvação do mundo está nas mãos dos integrantes do Apostolado da Oração.

Injeção de ânimo – Coube ao padre Everton, vice-diretor do Apostolado da Oração conduzir a parte inicial do evento. Ao destacar a importância da concentração anual, ele fez uma comparação com um checkup médico que toda pessoa precisa fazer de vez em quando. “às vezes, pelas escolhas do dia a dia, nos afastamos do Coração de Jesus e o encontro é como uma chama que reaviva a verdadeiro sentido da nossa devoção. Aqui lembramos os laços do batismo e da eucaristia e recebemos uma injeção de ânimo para permanecermos na oração”. Otimista, disse acreditar que em 2022, a igreja poderá repetir celebrações como a de 2019, quando centenas de pessoas de todo o Distrito Federal estiveram na Paróquia Sagrado Coração de Jesus para a festa.

Frei Rogério também lembrou a atipicidade decorrente da pandemia e mostrou esperança com o envolvimento da comunidade. “Eu tenho dito que precisamos manter as brasas acesas, fumegantes. Se não dá para fazer da forma que gostaríamos, mantemos as brasas para quando pudermos voltar a fazer o fogaréu”, disse. O pároco destacou a quantidade de mensagens recebidas de pessoas de diversos pontos não só do Distrito Federal, que acompanharam a solenidade pelas transmissões. Para ele, essa participação é mais uma prova de que espiritualidade se mantém firme, apesar das limitações provocadas pela covid-19.

Ainda em sua fala, frei Rogério fez um agradecimento especial a todos que contribuíram para a organização da concentração em louvor ao Coração de Jesus. Também conclamou a comunidade a se manter firme na oração. “Perdi amigos, mas não perdi a esperança. Sermos da oração significa mantermos esse fio de esperança, essa brasa acesa”. Brasa que, para participantes como Lindomar Peixoto, ganha um novo significado após o evento. “A gente vem beber da fonte e buscar inspiração de nossos diretores espirituais para continuar e reproduzir o trabalho em nossas comunidades durante o ano”, resumiu ela, que é da Paróquia Nossa Senhora da Assunção de Águas Claras.

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