Em tempos de Coronavírus, paróquias incentivam a devolução online do Dízimo

“Há mais felicidade em dar do que em receber”.
(Atos 20:35)

Não é novidade que o sustento da Igreja e das ações evangelizadoras realizadas por ela vem do dízimo e das ofertas doadas pelos fieis.

Contas de água, luz, telefone e internet; salário da secretária e demais funcionários; materiais de limpeza e higiene; equipamentos de segurança; conservação do templo e de patrimônios; construções; reformas; folhetos “O Povo de Deus”; manutenção de serviços pastorais; instrumentos para os ritos litúrgicos, Hóstias, vinhos, cálices, patenas, tudo isso é pago e comprado com o dízimo que os cristãos devolvem às paróquias.

O dízimo também contribui com a formação discipular, com a promoção da ação evangelizadora na comunidade e caritativa com aqueles que são mais desfavorecidos.

Com tudo, não podemos considerar o dízimo como uma cobrança ou uma taxa que se dá à Igreja ou a Deus. Mas, sim, a devolução de uma pequena parte de tudo aquilo que Deus, em sua infinita bondade, dá a cada um de nós no dia a dia.

Ou seja, ao dizimar, estamos reconhecendo a generosidade do Pai e admitindo que tudo que temos vem Dele e nos é dado por Ele, e por isso somos gratos. E, portanto, assumimos a nossa missão de participar do sustento da Igreja, contribuindo com a Obra do Senhor e partilhando, o pouco que temos com aqueles que, infelizmente, possuem menos condições econômicas para se sustentarem sozinhos ou as próprias famílias.

Resumindo, o Dízimo é um compromisso que o cristão possui com a Igreja. Não é algo que deve ser dado por obrigação ou porque o padre pediu ou porque acha que passará a ser mais abençoado que o irmãozinho. Essa partilha deve ser de coração, fruto da conscientização do cristão que deve vê-la como parte de sua missão de manter a Igreja de Cristo em funcionamento, para que ela consiga fazer o seu papel, que é chegar e evangelizar a todos povos, em todos os cantos.

Mas agora, quando a Igreja mais precisa, o dízimo quase não está chegando em boa parte das paróquias.

Isso porque desde o dia 18 de março, quando entraram em vigor as medidas de contenção de disseminação do coronavírus no Distrito Federal, orientando a todos ficarem casa, as paróquias passaram a ficar quase vazias.

Mesmo em casa, os fieis têm recebido auxílio e conforto espiritual por meio das missas, terços, novenas e atividades orantes realizadas pelas paróquias e transmitidas pelas Pascoms ou por profissionais da Comunicação, por meio das redes sociais, rádio e até TV.

Algumas paróquias ainda estão oferecendo atendimento individualizado aos paroquianos em horários agendados na secretaria paroquial. Outras, estão atendendo confissões em formato drive-thru. E ainda há padres levando o Cristo Eucarístico, de forma itinerante, aos hospitais, clínicas, condomínios, quadras de suas cidades satélites para abençoar o povo.

Ou seja, o serviço não parou. A paróquia não fechou. E as contas continuam chegando.

Mas com os cristãos em distanciamento social, compreensivelmente, poucos foram os dizimistas que prestaram conta nas paróquias.

Sem esse recurso, as contas não fecham, e algumas paróquias, principalmente as que estão localizadas em regiões mais pobres, começam a sofrer com as dificuldades financeira, o que inviabiliza a prestação de alguns serviços, comprometendo até o emprego dos colaboradores.

E mais, sem essa partilha, as paróquias se tornam incapazes de oferecerem qualquer tipo de ajuda à comunidade; incluindo as famílias de regiões carentes, onde a ajuda do governo não consegue chegar, e que dependem de subsídios para sobreviverem ou mesmo aquelas pessoas que viviam em condições humildes, mas que, com a pandemia, perderam seu empregos, não têm alimentos em casa e nem o mínimo para tentar se manterem livres do coronavírus, água e sabão.

De acordo com o padre Paulo Alves, pároco da Imaculado Coração de Maria, em Taguatinga, a devolução do dízimo é uma ação essencial para a vida da Igreja, mas que, nesses tempos de pandemia, assume importância ainda maior, porque, como visto, é quando há diminuição da presença e a da contribuição dos cristãos nas paróquias, como citou abaixo.

“Na situação atual de pandemia que vivemos e na impossibilidade de reunir os fiéis para as celebrações, o dízimo assume um papel ainda mais importante, pois é a forma de arrecadação mais fácil de se fazer, além de reforçar a necessidade do compromisso do fiel com sua comunidade paroquial”, explicou o padre.

Com base nesse quadro, as paróquias iniciaram campanhas para arrecadar ofertas e receber o dízimo por meio das plataformas digitais.

Campanhas essas que são de vital importância para o sustento das paróquias, bem como para a evangelização dos fieis, como declarou o padre Paulo.

“Nesse momento, as campanhas de arrecadação estão sendo possíveis porque temos as plataformas digitais. Portanto são válidas e os fiéis têm correspondido prontamente atendendo aos pedidos dos párocos. É uma oportunidade de evangelização e conscientização também através das redes sociais”, concluiu.

Por mais difíceis que sejam os dias que estamos vivendo, continue esperando no Senhor!

Devolva o dízimo e confie em Deus! Ele não falha e vai provê para que o Pão de cada dia nunca falte em sua mesa.

Ligue na sua paróquia às terças ou às quintas-feiras, das 09h às 16h, e veja como pode fazer a sua colaboração.

Clique aqui e encontre o contato da sua paróquia.

 

 

Campanha de Ajuda Emergencial da Arquidiocese de Brasília

A Arquidiocese de Brasília está promovendo a Campanha de Ajuda Emergencial: Igreja Solidária.

A empreitada visa arrecadar fundos para ajudar a Igreja local a continuar realizando sua obra, ainda mais agora, quando o país passa por dificuldades econômicas em decorrência da pandemia de coronavírus, como explicou o administrador apostólico, Dom Sergio da Rocha, e os bispos auxiliares, Dom José Aparecido e Dom Marcony Ferreira, em carta.

“A crise que estamos vivendo no âmbito da saúde pública, provocada pela pandemia, tem repercutido muito no campo econômico, atingindo duramente as nossas famílias e comunidades. Por isso, necessitamos redobrar os esforços para colaborar na sustentação da Arquidiocese de Brasília e para oferecer ajuda às pessoas e famílias mais necessitadas. Neste tempo de pandemia, a Igreja necessita, ainda mais, continuar a sua missão. O momento é de partilha e solidariedade”, enfatizaram os bispos.

A contribuição pode ser feita por meio de transações bancárias pelas duas únicas contas indicadas seguir:

BANCO DO BRASIL
Nominal: Mitra Arquidiocesana de Brasília – CNPJ: 00.108.217/0001-10
Agência: 0452-9
Conta corrente: 117.539-4

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
Nominal: Mitra Arquidiocesana de Brasília – CNPJ: 00.108.217/0001-10
Agência: 4511
Conta corrente: 758-0 – Operação 003

Não deixe de contribuir!

A Igreja de Brasília precisa de você!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Campanhas do Dízimo em algumas paróquias

CEILÂNDIA

Nossa Senhora da Paz

 

Senhor Bom Jesus

 

RECANTO DAS EMAS

São Miguel Arcanjo

 

 

São Gabriel Arcanjo

 

 

SAMAMBAIA

Santa Luzia

 

 

TAGUATINGA

Imaculado Coração de Maria

 

 

Santa Teresinha

 

 

VICENTE PIRES

Nossa Senhora das Vitórias

 

 

Por Gislene Ribeiro