Entrevista – O Primeiro ano da caminhada na vida Ministerial

O mês de agosto é dedicado as vocações. A tradição surgiu em 1981, pela Conferência Nacional dos Bispos com o intuito de direcionar toda a igreja a refletir os temas vocacionais.

A primeira semana é dedicada a vocação do ministério da ordem: padres, diáconos e bispos. Dentre as reflexões ao longo da semana, no dia 04 de agosto a igreja faz memória a São João Maria Vianney, padroeiro dos párocos e exemplo de vida sacerdotal.

“A vida sacerdotal é marcada de grandes alegrias”, assim diz Dom José Aparecido, Administrador Apostólico da Arquidiocese de Brasília, quando explica de sua vocação sacerdotal.

Mas, o primeiro ano como sacerdote é uma mistura de emoções. Convidamos o Pe. Wilker, vigário na Nossa Senhora do lago, ordenado no dia 15 de  junho de 2019, para contar como tem sido a sua experiência.

Leia a carta na íntegra:


Fonte: Facebook Paróquia Nossa Senhora do Lago

Celebrar o primeiro ano como Sacerdote, é uma experiência ímpar, onde nem nos meus maiores sonhos poderiam descrever; tantos aprendizados, superações e desafios. Tenho vivido experiências que para o primeiro ano, que são gratificantes e me ajudaram a crescer. Pela pouca idade, me coloco na dimensão de aprendiz, onde tenho diversos exemplos, e devo seguir os que, prudentemente, ensinam a me aproximar do maior exemplo que Jesus.

Nesta recente caminhada na vida Ministerial, tenho como lema de vida a dimensão esponsal do Amor de Deus, desta forma procuro de maneira concreta ajudar aqueles que necessitam e também transparecer o cuidado que Deus tem por cada um de nós. Percebo que diante de todos os questionamentos que a sociedade pode fazer, a melhor resposta que posso dar, é ser reflexo ou ao menos caminhar para ser, o reflexo de Cristo.

Ser padre é oferece-se em sacrifício de muitos a exemplo do chamado de Jesus. Pode parecer que é uma resposta já pronta, mas nessa dimensão, somente é possível ser Padre, Sacerdote, Pastor, se estivermos com os olhos fixos em Jesus, pois sem ele o “ser” Padre, perde o sentido; em outras palavras, se doar é um dom de Deus dados aos homens, e que o Sacerdote deve sempre procurar praticar.

Os maiores desafios nesse pouco tempo de Sacerdócio, colocaria apenas em uma palavra, SUPERAÇÃO. Pois, diante da situação que estamos passando, acredito que todos os nossos estudos, não preparam nenhum padre para viver uma pandemia, onde em alguns momentos fomos privados de estar com o povo, na celebração da Missa. A pandemia nos ensina que o povo precisa do Sacerdote, mais o Sacerdote precisa do povo, onde sem ele, este Pastor não tem ovelhas para cuidar, o Padre não tem com quem trabalhar.

Nesse Primeiro ano, são cheios de emoções, onde você se cobra no sentido de vivenciar o primeiro amor, a Eucaristia. Onde a superação tem ensinado não somente a mim, ou até mesmo aos outros Padres, mas a todos nós. Que devemos cuidar uns dos outros! Assim, não deixamos que o sentimento de abatimento chegue em nós, porque juntos somos mais fortes.

Fico refletindo em diversos momentos da Celebração, como um Mistério de tamanha grandeza, se faz pelas mãos que Deus consagrou. Está nessa frase, a explicação, e por isso, todos os Padres devem agradecer, o Mistério mais sublime, a Eucaristia, não somos nós que fazemos, mas sim o próprio Cristo. Somos instrumentos para que a Igreja vivencie o Céu na terra. Assim, ecoa uma frase, “Senhor que eu celebre essa missa, essa Eucaristia, como se fosse a primeira, a única e a última”.

Pe. Wilker


 

 

Rezemos por todos os presbíteros!

 

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2020-08-04T11:47:30-03:0004/08/2020|