EU CREIO NO ESPÍRITO SANTO!

 

Com renovada fé, justiça e esperança, eu gosto de professar: eu creio no Espírito Santo. Creio porque sinto que, na vivência cotidiana da santidade, o Paráclito é a fonte inesgotável da vida de Deus em nós. Creio porque percebo que, no exercício da missão de ser Igreja, o Espírito Santo torna-nos destemidos no anúncio do Evangelho, impele-nos a fazer a experiência do mistério de Cristo na Liturgia, concede-nos o dom da piedade, para que possamos degustar o sabor das adorações eucarísticas e das comunhões espirituais e ainda nos fortalece no aprendizado da caridade. Creio porque, mesmo diante de uma pandemia, o Divino Consolador nos inspira no serviço samaritano da misericórdia, renovando a nossa esperança na humanidade.

Por crer no Espírito Santo, eu não me canso de suplicar a Deus os dons e os carismas suscitados pelo Divino Espírito, pois, no aprendizado da santidade, percebo que Ele é a força e a fonte das virtudes, dos bons hábitos, da docilidade, da contemplação, da fidelidade e da humildade. Em sintonia com o Cristo, eu aprendo que o Paráclito é o Princípio da Vida Nova que nos ajuda a superar a acomodação espiritual e a tibieza.

O Espírito Santo é o motor que renova, incrementa e atualiza a nossa oração, o nosso apostolado e a nossa pertença à Igreja. Ele é a luz que ilumina o caminho dos valores humanos e cristãos, o fogo que incendeia a nossa alma e a força que impulsiona os nossos ideais de mudança. Ele abre, diante de nossos olhos, novos horizontes e nos dá a consciência de que, sem Deus, nós somos apenas seres humanos confusos, desorientados e desnorteados. Por outro lado, em plena sintonia com Deus, nós somos construtores de novos tempos, aprendizes da santidade e bravos membros do Corpo Místico de Cristo que bradam com coragem: “A Igreja tem necessidade de seu contínuo Pentecostes, tem necessidade de fogo no coração, de palavras nos lábios, de profecia no olhar”. (Papa Paulo VI).

Quando eu sinto que estou correndo o risco de me tornar um sedentário discípulo missionário de Cristo ou quando tenho medo das perseguições pelo compromisso com a defesa da Verdade, eu recorro imediatamente à oração e peço ao Divino Espírito que abale vigorosamente a minha acomodação e me faça sentir que “o jugo de Cristo é suave e o Seu fardo é leve”. (Mt 11, 30). Recordo-me também dos ensinamentos de São Paulo Apóstolo, que nos ensina: “O Espírito vem em auxílio à nossa fraqueza; porque não sabemos o que devemos pedir, nem orar como convém, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis”. (Rm 8, 26). Agindo assim, eu aprendo a não resistir ao Paráclito e, com docilidade, verifico que Ele é o Divino intérprete que me faz compreender o que Deus deseja de mim e o que eu posso e devo fazer em prol da defesa e da beleza da fé.

Eu creio no Espírito Santo porque Ele produz um fogo abrasador em meu coração. Por meio desse fogo, eu sinto a necessidade de continuar escrevendo as coisas de Deus e o nobre desejo de prosseguir cantando a esperança de seguir adiante com ciência, sabedoria e inteligência. Eu creio no Espírito Santo, o doce Hóspede de nossas almas, e, por isso, hoje e sempre, eu quero ser guiado pelo suave Consolador.

Neste intuito, eu não me canso de dobrar os meus joelhos, em uma contínua oração, suplicando: “Ficai conosco, Espírito Santo, derramai a Vossa bênção no nosso coração. Ensinai-nos o que fazer, mostrai-nos o que pensar, mostrai-nos como atuar. Vós que amais a verdade acima de tudo, não permitais que desorganizemos o que Vós organizastes. tes. Que a ignorância não nos conduza ao erro, que os aplausos não nos iludam, que o suborno e as falsas cortesias não nos corrompam. Deixai-nos ficar em Vós e não nos afastemos da verdade. Amém”. (Oração dos padres conciliares, 1962). Que a ignorância não nos conduza ao erro, que os aplausos não nos iludam, que o suborno e as falsas cortesias não nos corrompam. Deixai-nos ficar em Vós e não nos afastemos da verdade. Amém!”. (Oração dos padres conciliares, 1962).

Ficai conosco, Espírito Santo, acompanhai-nos nas modernas estradas de Jerusalém, fortalecei-nos no bom combate da fé, consagrai-nos no serviço missionário e empurrai-nos ao encontro dos nossos coetâneos que anseiam por ouvir o testemunho escancarado de um cristão apaixonado que foi e é renovado pelo vento impetuoso de Pentecostes. Vinde, Espírito Consolador, abrandai as penas e os sofrimentos que nos afiligem, nesta noite escura do mundo, e concedei-nos fortaleza e paciência, para que possamos atravessar essa pandemia com a consciência de que dias melhores virão. Vinde, Espírito Santo, vinde! Assim seja! Amém!

Aloísio Parreiras

2020-05-16T19:08:31-03:0017/05/2020|