EU SOU DEVOTO DA VIRGEM MARIA!

Eu fui conquistado pela Virgem Maria! Ela me cativou com o seu amor, carinho, ternura, bondade e solicitude. Ela foi adentrando a minha vida, bem de mansinho, e, quando eu percebi, já estava totalmente envolvido pelo seu amor materno.

Ao ser cativado pela Virgem Santa Maria, passei a sentir a necessidade de conhecer sempre mais as suas palavras, suas ações, seus gestos e exemplos.  Agindo assim, fui percebendo que Ela é a minha Mãe, a amorosa Mãe que cuida de mim no itinerário da fé e na correspondência ao amor de Cristo.

Na vivência da fé, Maria me acolheu com um caloroso abraço e, por isso, passei a frequentar a escola de Maria onde não busco títulos e nem honras. Ao contrário, eu busco apenas e tão somente ser um melhor cristão, um melhor devoto mariano. Minha permanência nessa escola tem me ajudado a descobrir que Maria é a mulher da Palavra, e, por isso, Ela disse: “Eis aqui a serva do Senhor!”. (Lc 1,38). Maria é a mulher plenamente livre que utilizou a sua liberdade para dizer a Deus: “Faça-se em mim a Tua Palavra!”. (Lc 1,38). Ou seja, Ela disse “sim”. Esse sim de Maria, essa simples palavra composta de apenas três letras, é tão significativo, determinante e incisivo que não podemos explicar em meras palavras.

Por ter sido acolhido pelo amor de Maria, eu sou sempre direcionado para o amor de Jesus Cristo. Junto ao Cristo, eu sou incentivado a acolher a presença da Virgem Mãe, a fim de que eu possa ser consagrado aos divinos corações de Jesus e de Maria. Descansando no Sagrado Coração de Jesus, eu adquiro a consciência de que Maria é o modelo da Igreja e de todos os batizados. Ela é a Nossa Senhora, a filha de Deus Pai, a Mãe de Deus Filho e a esposa de Deus Espírito Santo.

O amor que eu sinto pela Virgem Maria é simples, humilde, claro e expressivo. Tão expressivo que inúmeros são os títulos que eu utilizo para recorrer a Maria. Entre outros, eu gosto de chamá-la de auxílio dos cristãos, medianeira de todas as graças, Mãe da Igreja, Mãe da divina graça, Mãe admirável, Mãe do bom conselho, Sede da sabedoria, Fonte da nossa alegria e Porta do céu.

Por ser um devoto de Nossa Senhora, eu sempre busco ter Maria como minha referência e procuro, por meio de algum sinal, expressar que sou um devoto mariano e, por isso, eu uso um escapulário em meu pescoço, tenho imagens e quadros da Virgem Santa Maria em minha casa, na minha carteira e, acima de tudo, em meu coração. Essas imagens de Maria me recordam que a Igreja e o mundo precisam do testemunho do amor e da misericórdia de Deus. Precisam também conhecer o alcance e a fecundidade da devoção mariana e essa sublime e ousada missão que Deus e Maria confiam a todos nós.

No dia a dia, eu vivo a devoção mariana rezando o terço, o santo Rosário, o ofício da Imaculada, o Lembrai-vos e inúmeras orações marianas que me levam não somente a Nossa Senhora, mas à contemplação da nossa salvação, à redenção.

Momento importante da minha fé foi quando eu percebi que eu preciso da intercessão de Maria, preciso mergulhar no oceano da oração em companhia de Maria. Ela me leva a Belém, a Nazaré, a Caná da Galileia, a Jerusalém, à Cruz e ao Cenáculo. Ela é a Mãe do Cenáculo, a Mulher que é e sempre foi cheia da graça, cheia do Espírito Santo.

Em união com Maria, eu tenho aprendido a ser dócil ao Espírito Santo e tenho buscado ser um homem novo, ajudando, nas pequenas coisas, na construção de um mundo novo. Mas sei que sozinho, eu nada sou. Desse modo, para ser fiel, eu não me canso de suplicar a Maria: Mãe, ilumina de entusiasmo cada passo meu. Mãe, levanta-me do chão e carrega-me no teu colo quando eu titubear na aprendizagem da santidade. Se eu chegar a cair, Mãe, por favor, coloca-me, novamente, de pé.

Tenho muito amor e apreço pela Virgem Maria e, por isso, tenho a certeza de que o convite que eu lhe fiz para que Ela caminhasse comigo no desenvolvimento de minha história foi uma das melhores coisas que eu já fiz em minha vida. Eu não consigo esconder a alegria que Deus me concedeu, quando descobri o amor, a bondade e a intercessão de Maria, pois Ela tem me ensinado a colocar a fé onde houver dúvida e a colocar a esperança onde houver desespero.

Amo tanto a Virgem Maria que não consigo esconder que eu gosto muito de estar nas Igrejas, Paróquias e santuários dedicados a Nossa Senhora. Estar no Santuário de Aparecida, na Catedral de Brasília, na igrejinha de Fátima, na Paróquia de Nossa Senhora do Rosário de Pompeia, ou em qualquer outro recanto de espiritualidade mariana, é sempre estar em casa, em meu lar, no aconchego da Mãe. Nos sacrários das Igrejas dedicadas à Virgem Maria e na celebração da Santa Missa, eu tenho aprendido que uma Igreja que esquece a sua Mãe, que esquece a sua origem e história, é uma Igreja que perdeu o coração. Mas, por outro lado, eu vislumbro a certeza de que uma Igreja que ostenta os traços e a pessoa da Virgem Maria em sua história, é uma Igreja acolhedora, materna e renovadora, pois o Cristianismo é uma fé que nasce do sim de uma Mulher.

Sim, eu sou um devoto da Virgem Maria. Dessa maneira, eu professo que viver a devoção mariana não é uma mera escolha, um dom opcional, mas sim, uma exigência, pois Maria é o testamento de Cristo que está no coração da fé cristã.  Sim, eu sou um devoto da Virgem Maria e, por isso, reservo tempos e momentos no meu dia a dia para ler e meditar a Palavra de Deus, para rezar as orações marianas, participar dos sacramentos e vivenciar as virtudes da humildade, da entrega, da caridade, da fé e da generosidade que resplandecem na Virgem Maria.

Propagar a devoção mariana, fazer com que Maria seja amada, é o auge de nossa vida como discípulos missionários de Jesus, pois o nosso amor por Maria é a fonte da nossa vida com Cristo e o manancial do movimento sobrenatural da graça e da oração, pois, quando caminhamos ao lado de Maria, o pecado, o egoísmo e o mal são destruídos e a paz, a bondade e a misericórdia são visivelmente restauradas em nossos corações.

Quanto mais agradáveis formos a Nossa Senhora, tanto mais alegraremos o Coração de nosso Senhor Jesus Cristo. O devoto de Maria aprende também a ser devoto de São José. Agindo assim, percebemos que temos um pai e uma mãe que intercedem por nós junto a Cristo.

Sim, eu sou devoto da Virgem Maria e sei que Maria é o elo entre nós e o nosso Redentor. Sei também que a devoção à Virgem Maria é uma arma poderosa que Cristo concedeu a todas as pessoas que querem se salvar. Se eu quero conquistar a vida eterna, se eu quero morar no Céu, eu preciso corresponder ao amor de Maria. Agindo assim, eu irei conseguir de Cristo inúmeras graças pela mediação de Nossa Senhora.

Haverá nome mais doce, consolador, harmonioso e encantador do que o de Maria, unido ao de Jesus? Eu creio que não. Por conseguinte, o devoto de Nossa Senhora procura descobrir, cada vez mais, o que está presente no nome de Maria. Procura conhecê-la sempre mais, para servir a Deus e à Igreja sempre melhor. O devoto de Nossa Senhora procura celebrar suas festas e memórias com zelo e amor, enfeitando os seus altares com simplicidade e beleza, cantando-lhe canções marianas de ontem e de hoje, difundindo os sinais de sua devoção.

Nunca me cansarei de dizer: Sim, eu sou devoto da Virgem Maria, pois adquiri a consciência de que, pelo nome de Maria, eu posso alcançar o verdadeiro arrependimento de meus pecados, posso obter a fortaleza para superar minhas limitações e sentir, em meu coração, o verdadeiro consolo de uma Mãe que não mede esforços para me manter perseverante nos caminhos da alegria do Evangelho.

Mãe Maria, “tu sabes tudo. Tu sabes que eu te amo!”. Ajudai-me, Mãe, a passar pelo mundo fazendo o bem, invocando o vosso nome nas tentações e nos perigos! Concedei-me, Mãe, o privilégio de sempre começar e terminar o meu dia dizendo: Jesus e Maria! “À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita. Amém!”

Aloísio Parreiras 

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