Festa do Batismo de Senhor

Festa do Batismo do Senhor

9 de janeiro

 

Celebrando a Festa do Batismo do Senhor a Igreja encerra o ciclo litúrgico do Natal e inicia a primeira parte do Tempo Comum que vai até o início da Quaresma. Na Festa do Batismo de Jesus se apresenta o caminho de humildade e abaixamento – Kenosis – do Filho de Deus que ele escolheu livremente para ser obediente ao desígnio do Pai de amar o homem em tudo, chegando ao sacrifício da Cruz.

Para se cumprir as Escrituras, Jesus vai ao rio Jordão, na presença de seu primo João Batista, antes de iniciar seu ministério público, para ser batizado no batismo de penitência e conversão pregado por João.

O Papa emérito Bento XVI, na homilia da Festa do Batismo de 2013 – sua última como Papa reinante – levanta um questionamento e dá a resposta ao mesmo de forma muito próxima àquilo que todos podem se questionar “Tem Jesus necessidade de penitência e de conversão? Com certeza que não! E no entanto, precisamente Aquele que é sem pecado põe-se entre os pecadores para se fazer batizar, para cumprir este gesto de penitência; o Santo de Deus une-se a quantos se reconhecem necessitados de perdão e pedem a Deus o dom da conversão, isto é, a graça de voltar para Ele com todo o coração, para ser totalmente seus. Jesus quer pôr-se da parte dos pecadores, tornando-se solidários para com eles, manifestando a proximidade de Deus.”

Além da glória ao Pai que é manifestada em todas as ações de Jesus, estas mesmas ações estão imersas em sua misericórdia incomensurável ao gênero humano. Aquilo que é relatado no início da Carta de São Paulo aos Filipenses “Ele, existindo em forma divina, não se apegou ao ser igual a Deus, mas despojou-se, assumindo a forma de escravo e tornando-se semelhante ao ser humano. E encontrado em aspecto humano, humilhou-se, fazendo-se obediente até a morte – e morte de cruz!” (Fl 2, 6-8) é percebido na Teologia do Batismo de Cristo: Ele não precisava ser batizado, mas quis ser batizado para dar exemplo aos homens dá necessidade da conversão.

Certamente, o Batismo de Nosso Senhor também abre as portas para entender-se o Sacramento d Batismo. O mandado apostólico dato por Jesus nos Evangelhos é claro: ir ao mundo e batizar a todos! Ora, o Batismo, agora, não é mais somente um ato externo que mostra as pessoas o desejo de conversão, mas sim, uma marca perene e indelével de pertença a filiação divina. Bento XVI explica: “serão unidos de modo profundo e para sempre com Jesus, imersos no mistério desta sua força, deste seu poder, ou seja no mistério da sua morte, que é fonte de vida, para participar na sua ressurreição, para renascer para uma vida nova. Eis o prodígio que hoje se repete também para os vossos filhos: recebendo o Baptismo, eles renascem como filhos de Deus, partícipes da relação filial que Jesus tem com o seu Pai, capazes de se dirigir a Deus chamando-lhe com plena confidência e confiança: «Abá, Pai!».

Celebremos, pois, a Festa do Batismo do Senhor, elevando nossos olhos para o Céu e bendizendo a Deus pelos benefícios misericordiosos que ele nos concedeu nos colocando sob a filiação divina e nos empenhemos a buscar imitar o Cristo, tendo os mesmos sentimentos que Ele.