JUBILEU DE PRATA DA COMUNIDADE CATÓLICA VIDA NOVA

Celebramos, em 14/07/2021, nosso Jubileu de Prata, nossos 25 anos de anos de vida comunitária, de intensa entrega e de puro amor. Durante sete dias de oração e adoração, realizamos nosso cerco de Jericó. Recebemos, com profunda gratidão, a presença de padres, amigos da comunidade, que se revezaram e se desdobraram para nos presentear com a beleza de seus carismas.

Também celebramos, neste dia, São Camilo de Lellis, nosso baluarte, que muito nos inspira! Fundador da ordem dos Camilianos, declarado patrono dos enfermos, pelos seus atos sublimes de caridade, movido pela convicção de que todo enfermo é o Cristo em pessoa.

E, na alegria de sermos irmãos, amigos e família, que nos reunimos para essa celebração! Nosso amado fundador, Dom Giovani, pela vontade de Deus, disse sim ao chamado e o carisma aflorou: A cura do homem total em previsão da plenitude da Vida Nova que Cristo inaugurou. A ele foi dada a graça que hoje é nossa regra de vida; a ele foi revelado o mistério divino que deu vida a nossas vidas. Alguns membros se foram. Outros vieram e, hoje, somos consagrados com a graça de Deus.

Queremos aqui, nos utilizando das palavras do nosso fundador, em sua homilia, em nosso Jubileu, fazer um breve resumo da nossa história:

Como estamos fazendo 25 anos de Comunidade, faço aqui um resumo da nossa história. Dom Jésus Rocha era presidente da OASS;, ele me falou que eu tinha que mudar imediatamente para esta chácara (hoje, sede da CCVN) e fiquei muito aflito se vinha ou não. Diante disso, procurei Padre Waldemar, hoje Dom Waldemar. Ele estava na Samambaia. Partilhei minha aflição com ele. Nós rezamos. Dom Waldemar, naquela simplicidade, diz assim: ‘Não tenho muito o que te falar, mas vai, o Senhor vai a sua frente’. Fui à paróquia e chamei todos que estavam perto para ajudar na mudança. Lembro da dona Atamilda que era ministra da Eucaristia e que estava com um casaco pequeno. Ela queria falar algo, mas interrompi e insisti que ela me ajudasse. Alguns homens colocaram minhas coisas no carro – não eram muitas coisas –  e viemos para cá. Dona Atalmida veio no carro da frente. Ela veio e entrou direto na capelinha. Enquanto isso, fomos arrumar as coisas. Quando chegou a tarde, dona Atalmida disse: ‘Já posso ir embora? Porque preciso visitar um doente’. Eu falei: ‘Pode. Mas a senhora vai buscar a comunhão?’. E ela respondeu: ‘Não. No momento que o senhor me chamou, estava com meu casaco, por baixo do casaco estava com a opa e dentro da opa Jesus Eucarístico’. Eu retruquei: ‘Por que a senhora não falou?’. E ela respondeu: ‘o Senhor não deixou’. Quando ela chegou na chácara, entrou na Capela, acendeu a vela e colocou o Santíssimo. Não sabia que o Santíssimo estava ali. Ela estava no carro da frente e estava com Santíssimo, lembrei das palavras do Dom Waldemar: ‘Vai! O Senhor vai a sua frente’. O Senhor veio à minha frente, pôs os “pés” e continua aqui.

 

Somos o que somos porque Dom Giovani viveu intensamente essa espiritualidade, que revela nossa própria identidade! Somos, pelo seu exemplo e sabedoria, uma comunidade de amor. Somos aqueles que o seguiram e seguem, fazendo nossas escolhas e corajosas renúncias! Ao nosso fundador amado nosso carinho e nossa reverência!

 

 

Por Bruno Freitas

Missionário da Comunidade Católica Vida Nova

2021-07-19T16:24:54-03:0019/07/2021|