Mesmo sem o “mar de velas” , festa de Nossa Senhora de Aparecida é celebrada na Arquidiocese de Brasília

Aos 60 anos da Arquidiocese de Brasília e  50 anos da Catedral, a tradicional Solenidade em honra a padroeira do Brasil, de Brasília e da Catedral, Nossa de Aparecida, que há 23 anos acontecia na Esplanada dos Ministérios e reunia multidões de todos os cantos do DF e Turistas do Brasil inteiro, tevê a programação alterada devido à pandemia que assola o mundo. O mar de velas representando o amor a mãe de Deus na esplanada dos ministérios não ficou diminuído, o povo fiel celebrou nas 152 paroquias da Arquidiocese.

Já na Catedral de Brasília, na manhã ensolarada de primavera (12/10), onde os termômetros marcavam 24°C, às 09hs, com o número reduzido de fies, Dom José Aparecido, Administrador Diocesano presidiu a santa missa e concelebrada pelo pároco da catedral, Pe. João Firmino e o Diácono Alfredo. Para os que não puderam estar presentes, a missa foi transmitida pelas  mídias sociais da Arquidiocese de Brasília, Rádio Nova Aliança e rádio Canção Nova.

Em sua homilia, Dom José Aparecido ensina que  “A virgem Maria é a onipotência na intercessão, ela tudo consegue de Deus, porque se entregou completamente, eis me aqui, eis a serva do Senhor…” e completa falando que  “Maria é mãe da nova criação pela graça… a virgem Maria não decepciona, Nossa Senhora da Conceição Aparecida dá sinais que a sua intercessão, toca o coração do seu filho e o seu filho oferece ao seu povo os sinais de Salvação constantemente”.

Para agradecer as bençãos recebidas pela intercessão da mãe Aparecida, o grupo de 42 romeiros “Pede que a mãe atende” da Paroquia Nossa do Rosário de Fátima, saíram às 02 horas da manhã de sobradinho/DF, para “estarem com a mãezinha nesta manhã” disse o jovem Wanderson, membro do grupo.

Já para professora Maria da Guia, da paróquia Santa Maria dos Pobres, acompanhada por alguns catequistas e freiras do Instituto Madalena Caputo situada no Paranoá, a celebração não foi a mesma com a ausência da missa das crianças: “hoje estamos sentindo um vazio no peito, por não termos a costumada festa de Nossa Senhora, onde trazíamos as crianças para celebrar e depois fazer um piquenique com elas, mais temos a esperança de um mundo melhor”.

O membro da comunidade Novo Ardor, Fabrício, fala que “o momento atual que o mundo está vivendo é muito triste, porém estavam felizes por poderem participar da Santa Missa.

A Comunidade Novo Ardor, da Vicente Pires, estava representada por 15 membros dos 49. Para Fabrício, membro da comunidade, “o momento atual que o mundo está vivendo é muito triste, porém estavam felizes por poderem participar da Santa Missa.”

Já para o casal, Lauro e Ana Clara, moradores do Sudoeste e paroquianos da Catedral, o dia era de agradecimento, de alegria por uma benção alcançada: a “graças da gestação”! O casal conta que “em 2017 tiverem a primeira gestação sem êxito; em 17 de abril de 2020 perderam o segundo bebê já no 4° mês de gestação. No dia 27 de agosto de 2020 fizeram uma visita ao Santuário da Mãe Aparecida em São Paulo e a exatamente um mês depois (27 de setembro de 2020) receberam a grande notícia, a graça da 3° gestação que já é chamada pelo nome de Ana Clara”. Mesmo diante dos desafios, o casal fala que “em nenhum momento perderam a fé na mãezinha”.

“…A mãe não abandona seus filhos” (Dom Aparecido).

 

Texto: Alessandra Gomes e Polliana Carla

Fotos: Pascom Brasília

 

2020-10-15T22:20:41-03:0015/10/2020|