“QUEM DIZEIS QUE EU SOU?”

Neste Terceiro Milênio da era cristã, nosso Senhor Jesus Cristo continua Se revelando como Aquele que traz ao homem o caminho, a verdade e a vida. Ele é o Redentor da humanidade, o centro da nossa história. Ainda hoje, é preciso reacender o ardor apostólico para que Cristo habite, reine e viva nos corações dos seres humanos e seja, em plenitude, o Senhor da vida de todos os construtores da História; afinal, “Ele nos fez conhecer o mistério da Sua vontade, o desígnio benevolente que de antemão determinou em Si mesmo para levar os tempos à sua plenitude”. (Ef 1,9s). Sem perda de tempo, é preciso que brademos que “todas as coisas foram criadas por meio d’Ele e em vista d’Ele e que todas as coisas subsistem n’Ele”. (Cl 1,16s).

A cada novo dia, somos chamados a redescobrir que Jesus Cristo é o nosso Salvador. A experiência do amor de Cristo deve ser renovada frequentemente em nossas vidas, aumentando a convicção de fé de que Cristo é “o resplendor da glória” (Hb 1,3); “a Testemunha fiel, o Príncipe dos reis da terra” (Ap 1,5); “o Mediador de uma Aliança bem melhor” (Hb 8,6); “a nossa esperança” (1Tm 1,1); e “acima de tudo, Deus bendito pelos séculos!” (Rm 9,5).

Jesus Cristo é o centro e o fim das Escrituras! Do mesmo modo, Ele é o centro e o fim de nossas vidas e, por isso, é preciso que reaqueçamos nosso amor por Jesus, porque somente quem O ama pode falar de Seu amor. É dever de todo cristão “conhecer o amor de Cristo que supera todo conhecimento”. (Ef 3,19). Com amor, devemos professar que Ele é Nosso Senhor, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem e “nada escapa ao Seu calor”. (Sl 19,7).

Para que possamos afirmar que Jesus Cristo é “tudo em todos” (Cl 3,11), e tem “o poder de submeter a Si todas as coisas” (Fl 3,21), é imprescindível conhecer a Vida, a Obra, a Morte e a Ressurreição do nosso Redentor. Para que isso ocorra, “a única orientação do espírito, a única orientação da inteligência, da vontade e do coração para nós é esta: na direção de Cristo, Redentor do homem; na direção de Cristo, Redentor do mundo. Para Ele queremos olhar, porque só n’Ele, Filho de Deus, está a salvação”. (São João Paulo II, Redemptor Hominis, nº 7).

Contemplando a Obra de Jesus, reconhecemos que “Cristo é o eixo que recapitula em Si todas as coisas do céu e da terra”. (Papa Bento XVI, Ângelus em 23 de novembro de 2005). Meditando a vida de Cristo, por revelação, tomamos conhecimento de que “o Senhor não é uma realidade imóvel e ausente, mas uma Pessoa viva que guia os Seus fiéis, movendo-se pela piedade deles, sustentando-os com Sua força e Seu amor”. (Papa Bento XVI, “Audiência” em 05 de novembro de 2005).

Vivenciando a Morte e Ressurreição de nosso Redentor, entendemos que “somente no mistério da Redenção de Cristo se encontram as concretas possibilidades do homem”. (Veritatis Splendor, nº 103). Diante do mistério da Redenção, é impossível a atitude de passividade e, movidos pelo amor, clamamos: Tu és o Senhor! Tu és o Salvador! Reconhecemo-Lo como Nosso Senhor!

Por meio da vivência em comunidade, Cristo nos chama a ouvir os apelos de tantos homens que dizem: “Queremos ver Jesus!” (Jo 12,44). Amparados pelo Espírito Santo, devemos demonstrar, juntos com Santo Irineu, que “há um único Deus Pai, um único Verbo, um único Espírito e uma única salvação”.

Aos que nos interrogam sobre a existência de Deus, respondamos, apresentando-os ao Cristo e afirmando com esperança: “Eis aqui o Deus da minha salvação: estou seguro e sem medo, pois o Senhor é minha força e minha canção, Ele é a minha salvação!” (Is 12,2). Cristo, quando vê que estamos diante das possibilidades dos erros e do pecado, também nos interpela: “E vós, quem dizeis que Eu sou?” (Mt 16,15). Numa profunda atitude de fé, saibamos testemunhar e dizer: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo!” (Mt 16,16).

Jesus Cristo é o Senhor absoluto das nossas vidas e reina soberano em nossos corações. Ele “é o mesmo, ontem e hoje; Ele o será para a eternidade!” (Hb 13,8).  Por infinito amor a cada um de nós, Ele abraçou o sofrimento salvífico na Cruz. Por conseguinte, “queridos amigos, Jesus é o vosso verdadeiro Amigo e Senhor, entrai num relacionamento de autêntica amizade com Ele! Ele espera-vos e somente n’Ele encontrareis a felicidade. Convido-vos a procurar o Senhor todos os dias, Ele deseja apenas que sejais realmente felizes. Tende com Ele uma relação íntima e constante na oração e, na medida do possível, buscai momentos propícios na vossa jornada para permanecer exclusivamente na Sua companhia”. (Mensagem do Papa Bento XVI aos jovens da Holanda, por ocasião da 1ª Jornada Nacional da Juventude Católica). Que pela virtude da fé, Cristo habite em nossas almas! Pela virtude da esperança, Cristo reine em nossas atitudes! Pela virtude da caridade, Cristo viva em nossos corações!

Hoje, amanhã e sempre, deixemo-nos contagiar pela suavidade do amor de Jesus Cristo! Publiquemos com afinco as maravilhas que Ele operou em nossos corações!  Impulsionados pela alegria cristã, “cantai ao Senhor as grandes coisas que Ele fez; é preciso que isto seja conhecido em toda a parte!” (Is 12,5).

Que em toda parte seja proclamado que Nosso Senhor Jesus Cristo é “o Alfa e o Ômega, Aquele que é, Aquele que era e Aquele que vem, O Todo Poderoso!” (Ap 1,8). Ele é o nosso Deus adorado e amado, o Deus infinito, santíssimo, clementíssimo, sapientíssimo. Por ser pleno amor, Ele nos convida a participar de Sua vida, a fim de que sejamos santos. Na senda da santidade, “é Ele que nos manifesta a Sua adorável vontade por meio daqueles que o representam, e nos atrai a Si, querendo, deste modo, atrair por nós outras almas, unindo-as a Si em um amor cada vez mais perfeito”. (São Maximiliano Maria Kolbe).

Que o contato, a correspondência ao Amado, a intimidade com o Senhor Jesus, a cada nova alvorada, propiciem fecundamente o Senhorio de Cristo em nossas vidas! “Senhor, Tu sabes tudo, Tu sabes que eu te amo!”. Senhor, “meu coração exulta porque me salvais. Cantarei ao Senhor pelo bem que Ele me fez!”. (Sl 12, 6).

 

Aloísio Parreiras

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