RENOVAR O AMOR E A VENERAÇÃO POR MARIA

A Virgem Santa Maria ocupa um lugar especialíssimo na história da salvação, pois, não apenas aos pés da Cruz, mas em toda a sua existência, ela viveu o seu sim, sua plena entrega nas mãos do Senhor. A Santíssima Virgem é, com toda a certeza, a pessoa que realizou mais perfeitamente sua doação e amor para com Deus e para com todos nós, seres humanos.

Como uma nova primavera que anuncia o suave aroma das rosas e das flores, o nascimento de Maria fez brilhar em todo o universo a límpida luz da santidade. Como a chuva copiosa do inverno que rega e fecunda a terra árida, o sim de Maria irrigou e transformou a história da salvação em uma história de identificação com os planos do Altíssimo. Como a nascente de um grandioso rio, um imenso manancial da mais pura e límpida água, Maria conservou em sua alma as mais nobres virtudes e os mais preciosos sentimentos de incontida alegria por ter transmitido ao mundo um novo tempo, a pessoa de Jesus, o motivo maior da nossa paz e da nossa alegria.

Contemplando o exato momento da anunciação do Anjo Gabriel e o ecoar do sim de Maria, aprendemos a reviver o amor e a veneração pela Mãe de Cristo. Quando temos o bom hábito de recorrer a Nossa Senhora, nas diversas horas do dia, desde o amanhecer até o anoitecer, vislumbramos com os olhos da fé que existe uma Mulher, uma Mãe, que pela amplitude de seu serviço, amor e doação, traz em sua face os traços de Deus; e pela perseverança na correspondência aos desígnios do Senhor apresenta inúmeros detalhes de graça e de santidade. Enfrentando muitos desafios, rompendo com muitos preconceitos, valorizando a participação da mulher na vida da Igreja, praticando a caridade sem fronteiras, Maria nos ensina a acolher sempre mais em nossas almas aquele Coração que batera em uníssono com o seu coração. Ao lado de Jesus, à espreita do amado Filho, com humildade e simplicidade, Maria conquistou para si um privilegiado espaço na história da salvação e, a todo instante, ela não se cansa de nos convidar a acolher em nosso íntimo o seu amado e adorado Filho.

Quando o Sangue de Cristo circula em nossas veias, por meio da participação na Eucaristia ou quando revivemos  nossa devoção mariana pela oração do rosário, do ângelus e do ofício de Nossa Senhora, nós percebemos que Maria é a Santa Mãe de Deus, a Virgem digna de louvor, o Espelho da justiça, a Causa da nossa alegria. Ela é a Mãe de Jesus e a nossa mãe.

Por amor a Cristo, ela está sempre disposta a ouvir nossos rogos quando recorremos a ela, expondo as preocupações com a salvação do nosso próximo e dos nossos familiares. “Maria é, ao mesmo tempo, uma Mãe de misericórdia e de ternura, a quem ninguém recorreu em vão; abandona-te cheio de confiança no seu seio materno, pede-lhe que te alcance esta virtude da humildade que ela tanto apreciou; não tenhas medo de não ser atendido, pois Maria a pedirá por ti a esse Deus que exalta os humildes e reduz ao nada os soberbos; e como Maria é onipotente junto do seu Filho, será ouvida com toda a certeza”. (Papa Leão XIII, Prática da humildade, nº 56). Com renovada esperança, temos que recorrer, hoje e sempre, à Virgem Maria para que ela interceda por nós, diante do Senhor que tanto aprecia o silêncio, o autêntico sacrifício e a correspondência ao Seu amor.

Ó Maria, estamos e somos felizes, pois reconhecemos que Tu és a Mãe da Igreja, a Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Doce Mãe, quando diante de nós surgem as possibilidades do pecado, recorremos à tua materna proteção, suplicando: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!” Pelo reto exercício da piedade mariana, utilizando as palavras do Cura D’Ars, não nos cansamos de dizer aos nossos amigos e parentes: “Se não fores para o céu, como ficarei magoado! Não verás a Santíssima Virgem, esta criatura tão linda!”. Querida Mãe, ensina-nos a valorizar esse sublime privilégio de te reconhecer como nossa mãe. Nosso amor por ti é sólido e profundo; por conseguinte, a cada dia criamos singulares títulos para expressar a certeza de que, quando depositamos todas nossas coisas em teu materno coração, Cristo vem prontamente ao nosso auxílio, pois por ser um bom Filho Ele sempre atende aos teus pedidos.

Incomparável Mãe, nós agradecemos ao Cristo a graça de te reconhecer como a Mãe do bom conselho. O melhor conselho que tu, constantemente, nos ofereces é: “Fazei tudo o que Ele vos disser!” (Jo 2, 5). Fazer a vontade de Deus, aprofundar a vida da santidade, anunciar a Boa Nova da Salvação, tendo a ti, Mãe Maria, no coração e na alma, é atualizar, de alguma forma, nossa pertença ao Deus Altíssimo e nossa devoção para contigo, amada Mãe.

Cristo, obrigados por nos fazer perceber o alcance da intercessão de Maria em nossas vidas. Maria, “coitado de mim se não te conhecesse ou se me esquecesse de te invocar; correria grave perigo de me perder. Ó Maria, feliz quem te reconhece como mãe e se entrega à tua proteção”. (Santo Afonso de Ligório, Visitas a Jesus sacramentado e a Nossa Senhora, página 90).

Virgem Maria, não podemos esquecer tampouco que tu mereces todo o nosso respeito, gratidão e apreço e, por isso, confiando em tua materna proteção, nós te saudamos, dizendo: “Salve Maria, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve!”. Maria, Mãe e Rainha, ensina-nos a fazer o bem, a servir ao Senhor, a crescer na prática da caridade e a expandir as possibilidades do verdadeiro amor. Inigualável Mãe, nós te amamos!

Aloísio Parreiras

(Escritor e membro do Movimento de Emaús)

 

 

 

 

2020-11-10T10:35:44-03:0010/11/2020|