“Ressu”, 49 anos de evangelização em Ceilândia

No dia 27 de março de 1971, juntamente com a cidade de Ceilândia, nascia a Paróquia da Ressurreição. São 49 anos de uma evangelização sem fronteiras.

Esta história de fé teve início com o surgimento da cidade satélite de Ceilândia, em 1971. Antes de a mesma existir, havia as vilas do IAPI, de onde vieram as pessoas que formariam esta população. Com o povo veio, também, Pe. Ângelo Van Kempen, da Congregação Espírito Santo. Em vinte e sete de março de 1971, a Cidade de Ceilândia foi oficialmente fundada. Com a ajuda de Dom Ávila, Bispo Metropolitano de Brasília, Pe. Ângelo conseguiu alguns terrenos para construir os templos na ala sul e norte, que mais tarde, seria, respectivamente, Paróquia Nossa Senhora da Glória e Ressurreição.

Na mesma proporção que crescia a cidade, também, havia a necessidade em se ampliar a Igreja em várias capelas. Ao final de 1971, com a ajuda da comunidade foram construídos barracões de madeira para os cultos e atividades pastorais. Devido à estrutura precária da Paróquia Ressurreição, que não comportava tantas pessoas, Pe. Angelo Van Kempen decidiu que estaria construindo uma Capelinha para atender os moradores das Quadras QNN 21, QNN 23 e QNN 25, em Ceilândia Norte, hoje denominada Paróquia da Natividade. A Celebração da Palavra, na capela, acontecia em semanas alternadas com a Paróquia Ressurreição, às 17 horas. Com a orientação da Irmã Nívea, da Congregação Filhas do Amor Divino e primeira animadora da capela, as pastorais foram se organizando para amparar e evangelizar as famílias. Havia uma atenção em proporcionar aos membros do Ciclo Bíblico um momento para refletirem sobre o evangelho, relacionando-o com o nosso dia-a-dia. Inicialmente, o Ciclo Bíblico foi feito nas casas dos populares como forma de conhecê-los, e, futuramente, para formar o Grupo da Liturgia. Muitos não tinham o domínio da leitura, mas irmã Nívea nunca desistia. Com muita persistência, irmã Nívea ensinou como organizar o altar, os cuidados necessários com as toalhas e, principalmente, a postura adequada durante as celebrações. Irmã Nívea dizia que a Igreja é Santa e Una, que devia existir uma aliança para o fortalecimento de nossa comunidade.Na Pastoral Carcerária eram promovidas três ações: um grupo que visitava as famílias com detentos, outro, para atender as famílias que perderam os entes queridos; e um terceiro grupo para visitar os presos no Complexo Penitenciário da Papuda. Numa das visitas, Dom Ávila foi sequestrado por um preso e, apesar das dificuldades, a pastoral e a paróquia crescia em fé.

Além das atividades pastorais, Pe. Ângelo e Irmã Nívea tinham a preocupação em oferecer para as mães um espaço de cidadania. Muitas mães gestantes que não tinham condição financeira para adquirir o enxoval aprenderam a arte da costura e do bordado, como o macramê e o ponto cruz. Muitos trabalhos feitos pelas mães foram colocados em exposição em outras igrejas, levando o nome de nossa capela para as demais áreas da Ceilândia. Outra ação social promovida pelo Pe. Ângelo foi a criação da Associação dos Moradores de Ceilândia, mais tarde, conhecida como Associação dos Moradores Incansáveis de Ceilândia.

Muitos foram os padres que passaram pela nossa Paróquia nesses 49 anos de evangelização:

  • Pe. Ângelo Van Kempen e Pe. Antônio Gruyters– 1971 a 1979;
  • Pe. Léo Gottenbos – 1979/1980;
  • Pe. Antônio Van Rooy – 1980;
  • Pe. Tiago Roothans e Pe. Guilherme Topper – 1986;
  • Pe. Félix Abreu Montilha / Pe. Ivan Serrano Rivera e Pe. Bonifácio Urbane – 1989;
  • Pe. Carlos Lozada Roman – 1990;
  • Pe. Osvaldo Pérez González e Pe. José Antônio Álamo  – 1989 a 1993;
  • Pe. Ernandes Reis – 1994 a 1996;
  • Pe. José Henrique de Matos Félix – 1997;
  • Pe. Jonathan Baraquel – 2000;
  • Pe. Miguel Rolando – 2001;
  • Pe. Victor Maria Optaciano Esteche – 2004;
  • Pe. Roberto Crispim – 2005;
  • Pe. José Roberto Angelotto – ATUALMENTE
  • Pe. Maurílio Vieira da Silva – ATUALMENTE

Poucos eram os recursos para organizar a paróquia, mas com amor e dedicação os membros das pastorais uniram-se, buscando melhorias como a construção do muro, banheiros, a colocação de um portão e o cultivo de um jardim. A história de nossa paróquia nos mostra como é importante a influência da religiosidade na formação humana e espiritual para o fortalecimento de uma comunidade. A paróquia firmou as suas raízes na EQNN 05/07 e sob a proteção de Nossa Senhora, a comunidade foi crescendo em fé e descobrindo que poderia assumir novas missões. Hoje, considerados como a maior paróquia de Ceilândia, buscamos sempre permanecer em união e fortalecer ainda mais os trabalhos pastorais. Nas redes sociais a pequena paróquia ganhou asas e hoje é acompanhada por 3 países (Estados Unidos, Austrália e Portugal) e todos os Estados do Brasil estão sintonizados com a rede de comunicação RessuPlay, que transmite Missas, notícias e dá visibilidade aos trabalhos pastorais da comunidade. Parabéns, Ressurreição. 

Por Pascom da Paróquia Ressurreição

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