SÃO JOSÉ, O SANTO PADROEIRO DA IGREJA

São José é um dos santos mais populares da Igreja; no Nordeste, ele é famoso por mandar chuva aos agricultores nordestinos nos tempos de seca. Ele é o protetor da Igreja Católica, o padroeiro dos trabalhadores e das famílias. Nas Sagradas Escrituras, nós percebemos que a simplicidade é uma virtude característica de São José. Ele sempre foi um homem humilde, justo e, de profissão, carpinteiro.

José, que era descendente do rei Davi, viveu em Nazaré, na Galileia, e é apresentado pelos evangelistas Mateus e Lucas como o esposo de Maria, a Mãe de Jesus. Ele não é mencionado em Marcos, e João nos diz que Jesus é o filho de José. José aparece nos Evangelhos nos episódios que marcaram a infância de Jesus, desde a gruta de Belém até a fuga para o Egito e o retorno, posteriormente, a Nazaré. Aparece, novamente, no episódio da perda e do reencontro do Menino Jesus no templo. Não há palavras suas nas Sagradas Escrituras, ele foi um silencioso e humilde servidor de Deus que desempenhou sua vocação com perfeição e maestria.

São José possui o título mais alto que um homem pode ter, o de pai adotivo de Cristo. Ele protegeu a Imaculada Mãe de Deus e ajudou a cuidar do Menino Jesus e, por isso, o Papa Pio IX, no dia 8 de dezembro de 1870, declarou o glorioso São José Padroeiro da Igreja Católica. Desde modo, “um dos primeiros títulos que utilizaram para honrá-lo foi ‘nutritor Domini’, que significa guardião do Senhor”. (Papa Francisco, Homilia em 19 de março de 2013).

Proteger a Igreja de Cristo e nos ensinar a cuidar das coisas de Deus com zelo, simplicidade e diligente serviço são lições que podemos e devemos aprender com José. “Nos Evangelhos, São José aparece como um homem forte, corajoso, trabalhador, mas, do seu íntimo, sobressai uma grande ternura, que não é a virtude dos fracos, antes, pelo contrário, denota fortaleza de ânimo e capacidade de solicitude, de compaixão, de verdadeira abertura ao outro, de amor”. (Papa Francisco, Homilia em 19 de março de 2013).

Por sua dignidade, concedida pelo próprio Deus a seu fiel servo, a Igreja tem São José em grande honra e implora a sua intercessão nas dificuldades e angústias do mundo, pois, “São José, assim como cuidou com amor de Maria e se dedicou com empenho jubiloso à educação de Jesus Cristo, assim também guarda e protege o seu Corpo Místico, a Igreja, da qual a Virgem Santíssima é figura e modelo”. (São João Paulo II, Exortação Apostólica Redemptoris Custos, nº 1).

Por ter realizado, com esmero, tudo aquilo que Deus lhe pediu, São José é para todos nós um convite a desempenharmos com fidelidade, simplicidade e humildade a vocação que a Deus nos destinou. Os pais e mães de famílias devem aprender com José a apreciar a beleza de uma vida simples e laboriosa, cultivando com solicitude o relacionamento conjugal. Os trabalhadores devem aprender com José a exercer o trabalho com esmero, prontidão e caridade, contribuindo assim para o progresso da humanidade. Todos nós, fiéis católicos, povo de Deus, devemos aprender com José a permanecer na presença da Virgem Maria e do Cristo, colaborando, nas pequenas e grandes coisas, para o advento do Reino de Deus. De um modo especial, nós devemos aprender com José a escutar a voz do Senhor, a compreender a Sua vontade e lhe obedecer com todo o coração e com todas as forças.

O nosso mundo está neste momento atravessando a noite escura da pandemia do Covid 19, o Coronavírus, e, por isso, devemos aprender com São José a permanecermos na escuta do Senhor. O que Ele nos diz neste momento? O que Ele nos solicita? Em primeiro lugar, Ele nos pede para cuidar da nossa fé e da nossa esperança sem descuidarmos da caridade, pois devemos zelar, com misericórdia, do nosso próximo, em especial, dos mais idosos. Esse cuidado deve ser revestido da valorização do recolhimento, pois, não sair de casa, sem necessidade evidente, é hoje um exercício de amor, é um necessário ato de cuidado, uma expressão de solicitude. De alguma forma, hoje Deus também nos diz: “permanece lá até que eu te diga! ”. (Mt 2, 13).

Precisamos confiar-nos ao cuidado e proteção de São José e da Virgem Maria neste momento tão difícil para nós e o mundo, pois estamos diante de uma pandemia. Vamos, então, rezar com fé e esperança: Valei-nos, São José! Protegei-nos, Virgem Maria! Ajudai-nos a atravessar esse deserto com a consciência de que nós somos a Igreja e, por isso, mesmo no recolhimento do lar, continuamos unidos pela comunhão dos santos, evidenciando a beleza da Igreja; afinal, o santo, o justo, é aquele que reza, vive da fé, e procura o bem em qualquer circunstância da vida.

São José, valei-nos, protegei-nos, amparai-nos, fortalecei-nos e ensinai-nos a permanecer firmes, em união com o Cristo e a Virgem Maria, mesmo diante das tempestades da vida com a certeza de que Deus tudo pode e, por isso, em um breve futuro, nós poderemos celebrar o fim dessa pandemia e a alegria da ressurreição no cotidiano de nossa história.

Aloísio Parreiras  

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