Sexta-Feira da Paixão: “Somos chamados a permanecermos em Cristo na hora da cruz, para, com Ele, alcançarmos a vitória sobre a cruz”

Dando continuidade à celebração do Tríduo Pascal, nesta Sexta-Feira Santa, 10/04, foi dia de Celebrar a Paixão do Senhor nas Igrejas do Brasil e do Mundo.

Na Catedral Metropolitana de Brasília, às 15h, pontualmente, e com o altar desnudo, teve início a Celebração da Paixão do Senhor, presidido pelo administrador apostólico, Dom Sergio da Rocha.

O rito litúrgico deste dia santo foi realizado em três partes: Liturgia da Palavra, Adoração da Cruz e Comunhão Eucarística, convidando os fiéis a silenciar, refletir, rezar e contemplar o Cristo que se dá e se deixa morrer na Cruz para nos salvar do pecado e da morte.

Mais uma vez, o arcebispo iniciou agradecendo a todos os fieis que o acompanham ao vivo pelas redes sociais da Arquidiocese, pela Rádio Nova Aliança e pela Rádio Canção Nova. Para o arcebispo, apesar de longe, todos continuam unidos em oração.

“Hoje, nós nos reunimos aqui na Catedral Metropolitana de Brasília, e você está unido a nós, como já aconteceu no Domingo de Ramos, como aconteceu ontem e deverá acontecer nas próximas celebrações.  Isto é, nós todos continuamos se não reunidos no mesmo espaço, mas unidos na mesma Igreja, unidos nesta grande família que é a nossa Igreja presente não só dentro dos templos, mas como eu tenho ressaltado, dentro das casas e outros ambientes onde há alguém que reze, que ouça a Palavra, que medite unida a toda Igreja”, ressaltou.

Prosseguindo, Dom Sergio convidou a todos a olhar e a contemplar Jesus, que morre na Cruz e dá sua vida para nos salvar e nos dar vida nova.

“A celebração desta tarde, como temos vivenciado, leva-nos a olhar pra Jesus Cristo e a contemplar o Senhor que morre na Cruz e dá sua vida para nos salvar, para que tenhamos vida e sejamos salvos, como mostrou a Palavra de Deus que ouvimos, que fala do sofrimento, da Paixão de Cristo, de Sua morte na Cruz. O mistério que contemplamos, mistério de dor e de amor”, disse o arcebispo.

O arcebispo ainda lembrou de todos que sofrem, direta ou indiretamente com a pandemia de Coronavírus, que causa a Covid-19, e, até o momento, já infectou mais de 20 ml brasileiros. Para ele, não apenas diante dessa pandemia, mas diante de outras ocasiões de provação ou aflição é preciso se manter unido a Cristo e aprendendo, com Ele, a viver em momentos de adversidades.

“Nós temos passados por situações difíceis. Há muita gente que sofre, sobretudo nesses dias, com a pandemia que está acontecendo. Nós, de modo especial, esses irmãos e irmãs que sofrem com a enfermidade, estamos todos unidos a Cristo crucificado. Quanta gente que também com outra situação de sofrimento e situação de cruz vive esse momento unido a Cristo na cruz. Essa é a nossa primeira atitude, em qualquer situação de provação ou sofrimento na vida. Devemos também entregar a Ele a cruz que cada um de nós carregamos, bem como a dor, a enfermidade e o sofrimento. E não só queremos rezar entregando a Jesus a nossa cruz e de tantos irmãos, nós queremos aprender com Jesus como é que nós devemos viver momentos de dor, esse momento de cruz”, ressaltou o cardeal.

Falando em aprendizado, o arcebispo ainda destacou duas atitudes, em outras, que temos que aprender com Cristo durante o esse difícil período de crucificação. São elas: Lealdade e confiança.

De acordo com o administrador apostólico, a fidelidade traz persistência e entusiasmo para enfrentar os problemas do cotidiano.

“Jesus sempre nos ensina muitas coisas. Mas hoje, aprendemos com o gesto e as palavras de Jesus, na hora da cruz, que a primeira atitude de Jesus, que deve ser também nossa, nas mais diferentes situações da vida, ainda mais nesses tempos tão difíceis e sofridos de pandemia, é a fidelidade. Jesus é um servo fiel, obediente ao Pai até o fim. Na hora da Cruz, na hora da dor, nada de desanimar, nada de desistir, pelo contrário permaneça firme e fiel a Deus, a Palavra, a Igreja e aos compromissos que vamos assumindo e que, na hora da dor, são colocados à prova. A fidelidade e obediência de Jesus na hora do sofrimento deve ser uma atitude nossa hoje ao invés de recuar, desanimar. Cada fiel é convidado a imitar jesus nessa mesma atitude sempre, nas alegrias e, especialmente, quando sentimos a cruz pesar”, esclareceu o arcebispo, motivando os fieis.

Já a confiança, segundo o cardeal, traz esperança para suportar os momentos difíceis.

“A outra atitude de Jesus na hora de sofrimento é a confiança no Pai. Jesus diz aquilo o que agora pouco rezávamos e cantávamos: ‘Oh, Pai! Em tuas mãos, Eu entrego a minha vida’, ou seja, nós dizíamos: Oh, Pai! Em tuas mãos, eu entrego a minha cruz, a minha dor, o meu sofrimento. Tenha essa confiança, tenha essa fé que traz esperança. Quem confia em Deus espera e pode superar infinitas situações difíceis e de cruz na vida”, afirmou.

Para concluir a homilia, o arcebispo deixou uma palavra de motivação aos fieis de que dias melhores virão.

“Nós não permanecemos na cruz.  Nós somos chamados a permanecermos em Cristo na hora da Cruz, para com Ele alcançar a vitória sobre a própria cruz, sobre o sofrimento e as mais diferentes provações na vida. Na cruz, Jesus dá seu testemunho maior de amor por nós: Ele dá a vida por todos nós para que tenhamos a vida libertada do pecado e da morte e sejamos salvos”, findou.

Após a homilia, foi rezada a Oração Universal, encerrando o ciclo da Liturgia da Palavra.

Abrindo o momento da Adoração à Cruz, o diácono Alfredo Oton carregou até a frente do altar a cruz com Cristo crucificado, coberta com um tecido, mostrando apenas a parte superior da cruz. O diácono elevou a cruz algumas vezes, entoando uma antífona. Ao final, todos se ajoelharam, por alguns minutos, em adoração silenciosa.

A seguir, uma toalha foi estendida no altar, colocando sob ela a ambula com as hóstias consagradas na noite anterior, durante a Missa da Santa Ceia do Senhor.

Mas antes, o arcebispo rezou o Pai Nosso e, só depois comungou. Por fim, o arcebispo rezou a Oração sobre o Povo encerrando a Celebração da Paixão do Senhor.

Vale destacar que a Coleta para os Lugares Santos, realizada na Sexta-Feira Santa foi transferida para o Dia 13 de setembro.

Após a Celebração da Paixão do Senhor, foi realizada a tradicional Via Sacra da Sexta-Feira da Paixão, percorrendo a parte interna da Catedral Metropolitana, com a imagem de Nossa Senhora das Dores e a cruz de Cristo crucificado.

 

Veja alguns momentos da Celebração da Paixão do Senhor:

 

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Por Gislene Ribeiro

2020-04-13T03:22:22-03:0010/04/2020|