XIII DOM TEMPO COMUM – 27/06

Talítha kum – menina, levanta-te

O Evangelho deste décimo terço domingo do Tempo Comum (Mc 5, 21-43) coloca diante de nós a narrativa de dois relatos dos milagres de Jesus entrelaçados entre si: a ressurreição da filha de Jairo e a hemorroíssa.  A cura da hemorroíssa é situada no percurso de Jesus para a casa do chefe da sinagoga.

O evangelho apresenta Jesus em movimento na proclamação do Reino de Deus. Jesus estava na praia com numerosa multidão ao seu redor. Jairo, o chefe da sinagoga, caiu aos seus pés e pediu com insistência: “Vem e impõe as mãos sobre ela, para que ela sare e viva!” Jairo deveria ser uma pessoa influente na comunidade judaica, provavelmente um fariseu. Sua esperança de cura da sua filha era Jesus. A morte de uma criança, segundo a teologia judaica, era considerada castigo pelo pecado dos pais. A morte da filha lhe traria, além do falecimento dela, também a perda do seu prestígio social, pois ele seria visto pela comunidade como um pecador.

Jesus então acompanhou Jairo. Uma grande multidão O seguia e O comprimia. Durante o percurso, vem narrado o milagre da hemorroíssa. Uma mulher que há doze anos estava com uma hemorragia. Tinha sofrido nas mãos dos médicos, gastou tudo o que possuía, mas piorava cada vez mais. Mas esta é uma mulher de fé, pois acredita que, se tocar na orla do manto de Jesus, ficará curada. Ela toca na orla do manto de Jesus. Jesus percebe a força que saiu dEle, e pergunta quem Lhe tocou. A mulher cheia de medo se apresenta, cai aos pés de Jesus e Lhe conta a verdade. Jesus lhe diz: “Filha, a tua fé te salvou. Vai em paz e fica curada desse teu mal.” (Mc 5, 34) Esta mulher possui uma grande fé e sua fé a conduz à cura. O gesto de tocar, que poderia expressar uma fé mágica, expressa um coração aflito, que tem a Deus como última esperança.  Na religiosidade simples das pessoas, pode haver um movimento puríssimo e autêntico de fé e de confiança nAquele que é capaz de salvar.

Enquanto Jesus se dirige para a casa de Jairo, chega a notícia de que a menina morreu. Tudo parece acabado, mas a reação de Jesus é outra: “Não temas, crê somente” (Mc 5, 35-36). Jesus, agora, não permite que ninguém O acompanhe e toma consigo Pedro, Tiago e João e vão à casa de Jairo. Ao chegar, o ambiente já respira a morte da menina, mas Jesus afirma que ela está dormindo (Mc 5, 39). Diante de Jesus, a morte não terá poder algum, ela será vencida pelo poder de Deus. Jesus toma a mão da menina, e ordena que ela se levante: “‘Talítha kum, o que significa: “Menina, eu te digo, levanta-te’. No mesmo instante, a menina se levantou, e andava (…)”. Se a morte apavora, a presença do Deus Santo, o único maior que a morte traz a vida de volta à menina. Jesus Cristo está no meio da história, o Filho de Deus que tem o domínio sobre a morte, que dá vida aos mortos e dará vida a todos os mortais com a Sua morte e ressurreição.

Vivamos da vida nova de Cristo, na certeza de que só Ele poderá dar vida à nossa vida, quando a morte bater à nossa porta, conduzindo-nos à eternidade de Deus.

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