Representando os mais de cinco mil voluntários que se dedicaram ao longo do Ano Santo, o grupo viveu um momento marcado pela gratidão, pela emoção e pela esperança que permanece, mesmo com o término do caminho jubilar.
O percurso foi feito juntamente com membros do Dicastério para a Evangelização, entre eles o Arcebispo pró-prefeito, Dom Rino Fisichella, que acompanhou de perto esta última peregrinação. O “rio humano” que atravessou a Porta Santa ao longo do Jubileu só foi possível graças ao serviço silencioso e constante dos voluntários, vindos de diferentes realidades, unidos pelo compromisso de garantir acolhimento, segurança e fraternidade.
Como manda a tradição, a peregrinação teve início na Piazza Pia. Alguns pingos de chuva acompanharam o trajeto, conduzido pelo próprio Dom Fisichella, o primeiro a erguer a cruz de madeira do Jubileu. Em meio ao caminho, guarda-chuvas se abriram não apenas para proteção individual, mas também para amparar quem caminhava ao lado, um gesto simples que refletiu o espírito de solidariedade que sempre caracterizou o serviço dos voluntários.
Apesar da leve melancolia própria de toda experiência que chegou ao fim, prevaleceu o sentimento de missão cumprida. “Foi um serviço realizado em um clima de segurança e fraternidade”, recordou o Arcebispo, retomando as palavras ditas na coletiva de imprensa de balanço do Ano Santo, realizada na manhã do dia 05 de janeiro.
Durante o percurso, os voluntários rezaram, entoaram o hino do Ano Santo e partilharam memórias, histórias e momentos marcantes vividos ao longo do Jubileu. Ao se aproximarem da Porta Santa, porém, o diálogo cedeu lugar a um silêncio profundo e contemplativo diante da imponente porta que será fechada pelo Papa Leão XIV nesta terça-feira, aguardando a próxima reabertura em 2033, por ocasião do Jubileu da Redenção.
Acostumados a observar a Porta Santa como coadjuvantes, regulando o fluxo incessante de peregrinos, desta vez os voluntários tornaram-se protagonistas. Com gestos simples e cheios de significado, tocaram os painéis, fizeram o sinal da cruz e elevaram orações silenciosas, expressando gratidão e confiança.
A procissão seguiu pela nave central da Basílica de São Pedro até o seu centro, onde Dom Rino Fisichella conduziu as orações necessárias para a obtenção da indulgência jubilar, segundo as intenções do Papa, além da recitação do Credo.
“Foi uma bela aventura”, afirmou o Arcebispo aos voluntários reunidos. “A esperança não decepciona apenas porque um caminho chega ao fim”, completou, incentivando cada um a continuar sendo “pedra viva” da Igreja.
Com foto e informações do Vatican News.