O apelo foi feito nesta quarta-feira (12/08), durante a Audiência Geral, na Basílica de São Pedro, quando o Pontífice se dirigiu especialmente aos peregrinos de língua italiana e polonesa.
“Gostaria de exortá-los a dirigir constantemente suas orações à Mãe de Deus, seguindo o exemplo dela ao abraçar plenamente a vocação à ‘familiaridade’ com o Senhor e à solicitude para com o próximo”, afirmou Leão XIV.
Ao recordar a festa da Assunção, o Papa destacou a caminhada de Maria como uma verdadeira “peregrinação de esperança”, vivida ao lado de Jesus até o encontro definitivo com Deus. Ele também ressaltou a importância de viver a fé em comunidade, caminhando como família e mantendo a atenção voltada para aqueles que mais necessitam.
Aos poloneses, a memória do “Milagre no Vístula”
Em sua mensagem aos peregrinos poloneses, Leão XIV recordou outro acontecimento ligado à Solenidade da Assunção: a vitória polonesa na Batalha de Varsóvia, em 15 de agosto de 1920, conhecida como o “Milagre no Vístula”.
O confronto, ocorrido durante a guerra entre a Polônia e a União Soviética, foi decisivo para a preservação da soberania polonesa e para a contenção do avanço da revolução bolchevique na Europa. O conflito, porém, deixou um elevado número de mortos, feridos e desaparecidos.
Entre as testemunhas daqueles acontecimentos estava o então núncio apostólico na Polônia, Achille Ratti, futuro Papa Pio XI. Segundo registros do jornal vaticano L’Osservatore Romano, Ratti foi um dos poucos diplomatas que permaneceram em Varsóvia diante do avanço do Exército Vermelho.
A experiência marcou profundamente sua memória. Já como Papa, Pio XI determinou que a capela do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo fosse decorada com afrescos representando o chamado “Milagre no Vístula”.
Ao recordar o episódio, Leão XIV destacou a importância da memória histórica como inspiração para a construção da paz:
“Agosto é para vocês um mês repleto de importantes aniversários. Por intercessão de Maria, em 15 de agosto de 1920, foi conquistada a vitória na Batalha de Varsóvia, que mudou o curso da história da Polônia e da Europa.”
São Maximiliano Kolbe e o testemunho de entrega
O Papa também mencionou a memória litúrgica de São Maximiliano Maria Kolbe, celebrada em 14 de agosto, véspera da Assunção.
O santo franciscano polonês foi morto no campo de concentração nazista de Auschwitz, após oferecer a própria vida em lugar de outro prisioneiro. Para Leão XIV, a recordação desses acontecimentos deve ajudar os fiéis a manter vivo o compromisso com a paz.
“Que a lembrança desses eventos nos guie pelo caminho da paz indicado pela Imaculada”, concluiu o Pontífice.
A proximidade da Solenidade da Assunção, assim, foi ocasião para Leão XIV unir oração, memória e compromisso com o próximo, apresentando Maria como modelo de uma vida profundamente unida a Deus e dedicada ao serviço dos outros.
Com foto e informações do Vatican News.