Na manhã de domingo (24/05), às 11h, o Cardeal Paulo Cezar Costa, Arcebispo Metropolitano de Brasília, presidiu a Santa Missa Solenidade de Pentecostes no Santuário Dom João Bosco, localizado na Asa Sul. A celebração foi concelebrada pelo Padre João Carlos André, reitor e pároco do Santuário, e contou com a presença de membros da Embaixada da Argentina, além de representantes de outras embaixadas presentes na capital federal.
A celebração de Pentecostes, que recorda a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos e o nascimento missionário da Igreja, foi marcada por uma profunda reflexão do Cardeal sobre a ação transformadora do Espírito Santo na história e na vida dos povos. Durante a homilia, Dom Paulo relacionou a Solenidade de Pentecostes com a chamada Revolução de Maio, marco histórico para a Argentina, propondo uma reflexão sobre os processos de transformação social e humana iluminados pela fé e pela coragem inspirada pelo Espírito de Deus.
Ao abordar o tema, o Arcebispo ressaltou que mudanças profundas não acontecem apenas por circunstâncias históricas, mas exigem pessoas capazes de vencer o medo e assumir responsabilidades em favor do bem comum. “Mudanças significativas só se tornam possíveis porque existem pessoas dispostas a agir com coragem. É porque teve gente que perdeu o medo”, afirmou o Cardeal.
A reflexão de Dom Paulo evidenciou o sentido de Pentecostes como festa da coragem e do envio missionário. “Assim como os apóstolos, antes fechados e temerosos, saíram ao encontro do mundo após receberem o Espírito Santo, também os cristãos são chamados a testemunhar a fé com esperança, responsabilidade e compromisso com a transformação da sociedade”, disse.
A presença do corpo diplomático conferiu à celebração um caráter de comunhão entre povos e culturas, ressaltando a dimensão universal da Igreja e a força da mensagem cristã na promoção da fraternidade e da paz. Ao celebrar Pentecostes no Santuário Dom João Bosco, o Arcebispo renovou o chamado, exortando os fiéis para que se deixem conduzir pelo Espírito Santo, fonte de unidade, coragem e renovação, tornando-se sinais vivos do Evangelho no mundo contemporâneo.