Corpus Christi reúne milhares de fiéis na Esplanada dos Ministérios

Celebração contou com a confecção do tradicional tapete, adoração ao Santíssimo, Santa Missa e procissão luminosa.

A Solenidade de Corpus Christi reuniu cerca de 100 mil fiéis nesta quinta-feira (4), na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Ao longo de todo o dia, católicos de diversas paróquias, movimentos, comunidades e expressões eclesiais da Arquidiocese de Brasília participaram das atividades que celebraram a presença real de Jesus Cristo na Eucaristia.

As comemorações tiveram início às 6h da manhã com a confecção do tradicional tapete de Corpus Christi, formado por 25 quadros que ilustravam temas da fé católica. O trabalho mobilizou centenas de voluntários e transformou a Esplanada em um grande espaço de oração, arte e evangelização.

A programação seguiu durante a tarde com apresentações de bandas católicas, momentos de adoração ao Santíssimo Sacramento, bênção e atendimento de confissões. O ponto alto da celebração aconteceu às 17h, com a Santa Missa presidida pelo Cardeal Paulo Cezar Costa, Arcebispo Metropolitano de Brasília.

Concelebraram a Eucaristia os Bispos auxiliares da Arquidiocese de Brasília, Dom Antonio de Marcos, Dom Denilson Geraldo, Dom Ricardo Hoepers, além de Dom Giambattista Diquattro, Núncio Apostólico no Brasil, Dom João Braz de Aviz, Dom Raymundo Damasceno Assis, Dom Ronaldo e Monsenhor Fabrício do Prado, nomeado Bispo auxiliar do Ordinariado Militar do Brasil, juntamente com os sacerdotes da Arquidiocese.

Durante a homilia, o Cardeal destacou que a Eucaristia é o centro da vida cristã e convidou os fiéis a cultivarem uma relação constante com Deus, não apenas nos momentos de dificuldade. “Às vezes, a gente só se lembra de Deus quando as coisas não vão bem. Na nossa vida também devemos nos lembrar d’Ele quando as coisas estão indo bem, pois somos convidados a lembrar sempre que Deus caminha conosco e faz história conosco em nossa vida, em todas as situações”, afirmou.

Dom Paulo ressaltou que a participação na Eucaristia deve transformar profundamente a existência dos cristãos. “Não podem ser as nossas esquisitices ou apenas a nossa personalidade a conduzir a vida. Tem que ser a Eucaristia moldando o nosso coração. Que seja uma vida eucaristizada. Que a Eucaristia possa plasmar em cada um de nós um verdadeiro cristão. O Corpo e o Sangue do Senhor precisam transformar a nossa vida”, destacou o Arcebispo.

O Arcebispo também recordou a fé da Igreja na presença real de Cristo na Comunhão. “A Eucaristia não é um símbolo da presença de Cristo. É o próprio Cristo que se faz presente no altar. Não recebemos apenas algo sagrado na comunhão; recebemos Alguém, o próprio Cristo, que muda a nossa vida e a nossa história”, ressaltou o Cardeal.

Dom Paulo salientou ainda que a comunhão eucarística conduz o fiel a uma vida marcada pela caridade, pela comunhão e pela missão. “Não podemos receber a Eucaristia e continuar com as mesmas atitudes. A Eucaristia é mistério de comunhão, que nos faz amar e nos educa para uma existência eucarística. Ela nos envolve no amor misericordioso de Deus e nos envia em missão para sermos sinal de amor”, explicou.

O Arcebispo ainda destacou que a vida eterna começa já nesta vida para aqueles que recebem Cristo na comunhão. “Muitas vezes pensamos na eternidade apenas após a morte. Mas quem comunga já tem a eternidade em si, porque o próprio Cristo é a eternidade. A Missa não termina na bênção final; ela continua em nossas casas, no trabalho e em todos os lugares onde somos chamados a ser presença de Cristo no mundo”, afirmou.

Ao final da celebração, os fiéis participaram da tradicional procissão luminosa com o Santíssimo Sacramento pelas vias da Esplanada dos Ministérios. Durante o percurso, o Cardeal Paulo Cezar Costa concedeu três bênçãos especiais: aos enfermos, aos governantes e às famílias, confiando à proteção de Deus aqueles que mais necessitam de cuidado, responsabilidade e unidade.

A celebração de Corpus Christi reafirmou a fé da Igreja na presença real de Jesus Cristo na Eucaristia e manifestou a unidade do povo de Deus reunido em torno do altar, testemunhando publicamente sua fé no coração da capital federal.