Nesta quinta-feira (05/05), a Arquidiocese de Brasília celebrou, em clima de fé, gratidão e comunhão, a Santa Missa em Ação de Graças pelo 15º aniversário episcopal do Cardeal Paulo Cezar Costa, Arcebispo Metropolitano de Brasília, e o início do Ano Judiciário do Tribunal Eclesiástico de Brasília, na Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida.
A Eucaristia foi presidida pelo Cardeal Paulo Cezar Costa e concelebrada pelo Cardeal Emérito Dom Raymundo Damasceno, por Dom Fernando Guimarães, Arcebispo Emérito do Ordinariado Militar do Brasil e Presidente do Tribunal Eclesiástico de Brasília, pelos Bispos Auxiliares da Arquidiocese de Brasília, Dom Antonio de Marcos, Dom Denilson Geraldo e Dom Vicente Tavares, além de Dom Marcony Ferreira, Arcebispo do Ordinariado Militar do Brasil, Dom Adair José Guimarães, Bispo da Diocese de Formosa (GO), Dom Francisco Agamenilton Damascena, Bispo da Diocese de Luziânia (GO), Dom Paulo Renato Fernandes Gonçalves de Campos, Bispo de Barra do Garças (MT), e pelo clero da Arquidiocese de Brasília.
Em sua homilia, o Cardeal Paulo Cezar destacou o sentido eclesial da abertura do Ano Judiciário, sublinhando o caráter pastoral do trabalho realizado no Tribunal Eclesiástico. Ao saudar de forma especial Dom Fernando Guimarães, vigário judicial da Arquidiocese, e todos os que dedicam sua vida ao serviço da justiça canônica, o Arcebispo ressaltou que, mesmo muitas vezes no silêncio e no anonimato, o Tribunal realiza um profundo ato de caridade.
Segundo o Cardeal, é ali que a realidade concreta da vida das pessoas, muitas vezes marcada por feridas e sofrimentos, é colocada diante do amor misericordioso de Deus, onde se busca fazer justiça com verdade e acolhimento. “Verdade e caridade não se opõem, ao contrário, caminham juntas”, afirmou, recordando que, por meio do trabalho dos juízes, dos que acolhem os processos e de todos os colaboradores, muitas pessoas voltam a experimentar a luz do amor de Deus em suas vidas.
Dom Paulo Cezar também elevou sua ação de graças pelos 15 anos de vida episcopal, recordando que ser Bispo é, ao mesmo tempo, missão e grande responsabilidade. Ele relembrou o momento em que acolheu o anúncio de sua nomeação episcopal pelo Papa Bento XVI e destacou “o Bispo é sempre chamado a ser servidor do povo de Deus, colocando a própria vida, com alegria e amor, a serviço da Igreja, dos sacerdotes e dos fiéis”.
Com emoção, o Cardeal testemunhou que, ao longo desses anos, o amor misericordioso de Deus esteve sempre presente, sustentando-o inclusive em suas limitações e fragilidades. “Posso dizer, sem medo algum, que o Senhor esteve presente e me sustentou nesses 15 anos. Só tenho a agradecer”, afirmou.
Refletindo sobre o Evangelho proclamado, o Arcebispo destacou o envio dos discípulos em missão, lembrando que a Igreja é, por sua própria natureza, missionária. “Jesus envia os discípulos dois a dois, sinal da comunidade que caminha unida e se sustenta na missão. O discípulo reafirma, em sua simplicidade de vida, o primado de Deus e se torna presença do próprio Cristo”.
Nesse contexto, ressaltou que o Bispo deve ser o primeiro missionário de sua Igreja. “O Bispo é chamado a evangelizar, testemunhar e anunciar Jesus Cristo, desgastando a própria vida para que as pessoas se encontrem com o amor de Cristo e tenham suas vidas transformadas”, disse. Ao final, desejou que a Palavra de Deus renove o ardor missionário de toda a Igreja, tornando-a cada vez mais uma Igreja em saída, evangelizadora e testemunhal.
Dom Fernando Guimarães também expressou agradecimento especial ao Cardeal Paulo Cezar pelo apoio constante e decisivo à atividade judiciária do Tribunal Eclesiástico. “O senhor como moderador deste tribunal, nós queremos fazer um agradecimento muito especial pela ajuda consubstancial, eu diria uma ajuda potente, que o senhor tem dado à atividade judiciária. Desejo aos nossos colaboradores do Tribunal e os externos muita coragem para o trabalho. Mais uma vez, parabéns, Dom Paulo. Muito obrigado por tudo”, disse.
Ao final da celebração, o Padre Eduardo Peters, Vigário-Geral da Arquidiocese de Brasília, dirigiu uma mensagem de homenagem ao Cardeal. “Hoje, querido Dom Paulo, nós celebramos a graça do seu Ministério Episcopal, que é talvez o chamado mais grandioso e mais exigente que existe na Igreja, porque ao mesmo tempo que nós somos associados de maneira tão profunda ao Cristo no Sacramento da Ordem, o senhor é Cristo para nós por excelência. Cristo cabeça. É uma grande honra, mas também um grande desafio. Pensando no lema do senhor de ‘suportar tudo pelos eleitos’ a gente entende que essa solicitude, embora desafiante traz também bastante alegria de uma vida doada, como o senhor sempre diz, com alegria e beleza. Da parte do Governo da nossa Arquidiocese, dos nossos sacerdotes, diáconos e o povo de Deus, nós queremos dar essa grande Ação de Graças pelo dom do seu Ministério conosco. Que Deus o abençoe, dê fortaleza e dê coragem para enfrentar os desafios que nós sabemos que o senhor tem”, finalizou Padre Eduardo Peters, Vigário-geral da Arquidiocese de Brasília.