Durante o voo de retorno a Roma, ao concluir sua Viagem Apostólica à África, o Papa Leão XIV reafirmou que sua principal missão é anunciar o Evangelho e destacou que, como pastor, não pode ser favorável à guerra. O Pontífice chamou atenção para o sofrimento de populações inocentes, especialmente crianças vítimas de conflitos no Irã e no Líbano, e voltou a defender o respeito ao direito internacional, a rejeição da pena de morte e a promoção de uma cultura de paz.
Em conversa com jornalistas que acompanharam a viagem, o Pontífice refletiu sobre o sentido das visitas papais, ressaltando que não se tratam de agendas políticas, mas de encontros pastorais com o povo de Deus. Segundo o Papa, embora questões sociais e políticas estejam presentes, o foco principal é proclamar a mensagem de Jesus Cristo, aproximando-se das pessoas em suas alegrias e sofrimentos.
Ao abordar os conflitos internacionais, especialmente a tensão envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, o Papa enfatizou a urgência do diálogo e criticou soluções baseadas na violência. O Santo Padre recordou relatos de famílias que perderam filhos nos ataques e insistiu que a prioridade deve ser a proteção dos inocentes. “Devemos buscar respostas que nasçam de uma cultura de paz, não de ódio e divisão”, afirmou.
Sobre a migração, o Papa classificou o fenômeno como um desafio global e questionou a responsabilidade dos países mais ricos. Para o Pontífice, é fundamental refletir sobre o que o chamado “Norte do mundo” faz para melhorar as condições de vida no Sul, evitando que tantas pessoas sejam forçadas a migrar. Também denunciou o tratamento desumano dado a migrantes, lembrando que sua dignidade deve ser sempre respeitada.
O Pontífice também comentou sua relação com líderes políticos durante as viagens, destacando que o diálogo diplomático da Santa Sé busca promover justiça, aliviar sofrimentos e contribuir para soluções humanitárias, muitas vezes de forma discreta.
Em relação à Igreja, reafirmou a posição da Santa Sé contrária à formalização de bênçãos para casais em situações irregulares, incluindo casais do mesmo sexo, como adotado em algumas dioceses alemãs. No entanto, reforçou que todos são acolhidos pela Igreja, retomando a expressão “todos, todos, todos”, e sublinhou que a unidade eclesial deve se fundamentar em Cristo, evitando divisões.
Por fim, o Papa condenou de forma clara a pena de morte e qualquer ação que atente contra a vida humana, reiterando que ela deve ser protegida em todas as suas etapas, da concepção até a morte natural.
Com foto i informações do Vatican News.