O Papa Leão XIV manifestou profunda consternação diante do grave acidente ferroviário ocorrido na quarta-feira, 28 de outubro, nas proximidades de Urda, na província espanhola de Toledo. Em telegrama enviado nesta quinta-feira, 29 de outubro, ao arcebispo de Toledo, Dom Francisco Cerro Chaves, o Pontífice expressou sua proximidade às vítimas e aos familiares, além de assegurar orações pelos falecidos e pela recuperação dos feridos.
A mensagem foi assinada pelo Cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano. Nela, o Santo Padre afirma estar “profundamente consternado” com a tragédia e apresenta sufrágios pelo eterno descanso daqueles que perderam a vida.
“O Santo Padre faz chegar suas sentidas condolências aos familiares dos falecidos, juntamente com suas expressões de consolo, viva solicitude e desejos de pronto restabelecimento dos feridos”, destaca o telegrama.
Leão XIV também dirigiu palavras de encorajamento aos profissionais e voluntários envolvidos nas operações de emergência, incentivando-os a perseverar nos trabalhos de socorro e assistência. Ao concluir a mensagem, concedeu a Bênção Apostólica a todos os atingidos pela tragédia, como “sinal de esperança no Senhor Ressuscitado”.
Acidente deixa dezenas de mortos e feridos
A colisão aconteceu por volta das 8h53 de quarta-feira, envolvendo dois trens de alta velocidade que circulavam na ligação ferroviária entre Madri e Sevilha. Um dos comboios era operado pela empresa Renfe, enquanto o outro pertencia à companhia Iryo.
De acordo com as informações divulgadas pelas autoridades espanholas, aproximadamente 544 pessoas viajavam nos dois trens: 393 no comboio da Renfe e 151 no da Iryo. O balanço provisório apontava ao menos 68 mortos e mais de uma centena de feridos.
As vítimas foram encaminhadas para unidades hospitalares de Toledo, Ciudad Real, Alcázar de San Juan e Albacete, enquanto alguns pacientes precisaram ser transferidos para Madri.
As operações de resgate e remoção dos destroços continuaram nesta quinta-feira. Grandes guindastes foram mobilizados para retirar partes dos vagões, enquanto equipes forenses trabalhavam na identificação das vítimas. A circulação de trens de alta velocidade entre Madri e a região da Andaluzia permanecia interrompida.
As causas da colisão seguem sob investigação.
Equipes de emergência mobilizadas
Após o acidente, o governo regional ativou o Plano Territorial de Emergência de Castilla-La Mancha (PLATECAM), elevado posteriormente ao nível 2, o que possibilitou a mobilização da Unidade Militar de Emergências.
Participam dos trabalhos agentes da Guarda Civil, bombeiros, equipes de proteção civil, Cruz Vermelha e profissionais de saúde. A empresa Renfe também ativou seu gabinete de crise e o plano de assistência às vítimas de acidentes ferroviários e a seus familiares.
Além disso, foram disponibilizados canais de atendimento para prestar informações e apoio às pessoas afetadas, bem como alternativas de transporte para os passageiros prejudicados pela interrupção do serviço ferroviário.
Espanha decreta três dias de luto
Diante da dimensão da tragédia, o governo espanhol decretou três dias de luto oficial, entre 29 e 31 de outubro, em memória das vítimas.
Após visitar a região do acidente e participar de uma reunião de coordenação das operações de emergência, o primeiro-ministro Pedro Sánchez manifestou solidariedade aos atingidos e a seus familiares.
Em meio ao luto nacional, a mensagem de Leão XIV reforça a proximidade da Igreja às famílias enlutadas e a todos os que trabalham no atendimento às vítimas, confiando os falecidos à misericórdia de Deus e invocando esperança e consolo para os que sofrem.
Com foto e informações do Vatican News,