Papa Leão XIV dedica intenção de oração de março ao desarmamento e à paz

O apelo à paz ocupa lugar central no magistério recente da Igreja. O predecessor de Leão XIV, Papa Francisco, também dedicou diversas intenções de oração a esse tema, incentivando uma cultura de não violência e reconciliação.

O Papa Leão XIV dedicou sua intenção de oração do mês de março ao desarmamento e à paz, convidando os fiéis de todo o mundo a rezarem para que as nações abandonem a lógica da violência e escolham caminhos de diálogo e reconciliação.

Por meio da Rede Mundial de Oração do Papa e da iniciativa “Reza com o Papa”, o Pontífice recorda que Deus criou a humanidade para a comunhão e para a fraternidade, não para a guerra. Em sua oração, ele pede o dom da paz e a coragem para construí-la na realidade concreta dos povos.

O Papa também exorta os fiéis a “desarmar os corações do ódio, do rancor e da indiferença”, tornando-se instrumentos de reconciliação no cotidiano. Segundo ele, a verdadeira segurança não nasce do medo ou do controle, mas da confiança, da justiça e da solidariedade entre os povos.

Dirigindo-se de modo especial aos líderes mundiais, o Santo Padre pede que tenham a coragem de abandonar projetos de morte, interromper a corrida armamentista e colocar no centro a vida, especialmente a dos mais vulneráveis. Ele também reafirma a rejeição da ameaça nuclear, que continua a colocar em risco o futuro da humanidade.

Um mundo cada vez mais armado

A intenção de oração do Papa surge em um contexto internacional marcado pelo aumento dos gastos militares. De acordo com dados do Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI), as despesas militares globais cresceram pelo décimo ano consecutivo em 2024, alcançando cerca de 2,7 trilhões de dólares, impulsionadas principalmente pela Guerra Russo-Ucraniana e por outras tensões geopolíticas.

Esse crescimento evidencia o contraste entre os recursos destinados à indústria armamentista e as necessidades urgentes de desenvolvimento humano, assistência social e promoção da paz, sobretudo entre as populações mais vulneráveis.

Um chamado à conversão

O apelo à paz ocupa lugar central no magistério recente da Igreja. O predecessor de Leão XIV, Papa Francisco, também dedicou diversas intenções de oração a esse tema, incentivando uma cultura de não violência e reconciliação.

Desde o início de seu pontificado, o Papa Leão XIV tem reafirmado que a paz é uma prioridade para a Igreja. Em sua primeira bênção Urbi et Orbi, falou de uma paz “desarmada e desarmante”, e voltou a insistir no tema em sua mensagem para o Dia Mundial da Paz, destacando a necessidade de substituir as lógicas de confronto por caminhos de justiça, fraternidade e diálogo entre os povos.

A Rede Mundial de Oração do Papa recorda que essa intenção não é apenas um convite à oração, mas também um chamado à conversão pessoal e ao compromisso concreto com a construção da paz nas relações humanas e na sociedade.

Sobre a Rede Mundial de Oração do Papa

A Rede Mundial de Oração do Papa é uma Obra Pontifícia confiada à Companhia de Jesus. Presente em mais de 90 países, reúne cerca de 22 milhões de pessoas que procuram viver diariamente em sintonia com a missão de Cristo, rezando pelas intenções mensais do Papa e pelos desafios da humanidade e da Igreja.

Fundada em 1844 como Apostolado da Oração, a iniciativa foi instituída como Fundação Vaticana em 2020 pelo Papa Francisco, consolidando seu papel como uma ampla rede espiritual a serviço da oração e da missão da Igreja no mundo.

Com foto e informações do Vatican News.