O Papa Leão XIV iniciou sua nova Viagem Apostólica pelo continente africano retomando um caminho recente da Igreja: a presença missionária em terras marcadas por desafios, mas também por esperança. Três anos após a visita do Papa Francisco à República Democrática do Congo e ao Sudão do Sul, o Sucessor de Pedro retorna à África, começando pela Argélia e seguindo, nos próximos dias, para Camarões, Angola e Guiné Equatorial.
Com duração de 11 dias, a viagem tem caráter profundamente missionário e é marcada por encontros com diferentes realidades de um continente rico em cultura e espiritualidade, mas também atravessado por tensões e desigualdades. Logo em sua chegada, o Papa evidenciou que o tema central de sua peregrinação será a paz.
Durante a visita ao monumento dos mártires da independência, o Maqam Echahid, Papa Leão XIV destacou que a paz desejada por Deus não se resume à ausência de conflitos, mas se constrói a partir da justiça e da dignidade humana. Segundo o Pontífice, somente um coração reconciliado pode sustentar um futuro verdadeiro, e isso passa necessariamente pelo perdão.
O Santo Padre reconheceu que perdoar não é um caminho fácil, sobretudo em um mundo marcado por guerras e tensões crescentes, como no Oriente Médio, na Ucrânia e em outras regiões feridas pela violência. Ainda assim, alertou que alimentar o ressentimento entre gerações apenas perpetua o ciclo de dor e destruição.
Em contraste com a lógica do rearmamento e dos interesses que lucram com os conflitos, o Papa reafirmou que o futuro pertence àqueles que escolhem a paz. O Santo Padre recordou que, apesar das aparências, a justiça sempre prevalecerá sobre a injustiça, e a violência jamais terá a última palavra.
A mensagem ganha ainda mais força ao ser proclamada em um país onde os cristãos são minoria. Nesse contexto, o testemunho da Igreja se manifesta sobretudo no serviço, na solidariedade e na partilha das alegrias e sofrimentos com toda a população.
Assim, a voz do Sucessor de Pedro ecoa como um apelo universal: somente o perdão e a reconciliação podem abrir caminhos concretos para um mundo mais justo e pacífico.
Com foto e informações do Vatican News.