Encontro no Vicariato Sul reúne agentes da Pascom para formação sobre comunicação e missão da Igreja

Dom Denilson Geraldo apresentou em detalhes o Plano Pastoral da Arquidiocese de Brasília que orienta a caminhada pastoral da Arquidiocese até o ano de 2029 e tem como tema central “Uma Igreja Mistagógica, Sinodal e Missionária”

Mais de 60 agentes da Pastoral da Comunicação do Vicariato Sul participaram, no sábado (14/03), do Encontro Vicarial “Comunicação em Rede”, realizado na Paróquia Imaculada Conceição, localizada em Taguatinga. O momento formativo reuniu comunicadores das paróquias para refletir sobre o papel da comunicação na evangelização e sobre as diretrizes do Plano de Pastoral da Arquidiocese de Brasília.

O encontro contou com a presença do administrador paroquial e assessor eclesiástico da Pascom, Pe. Lucas Felipe, que conduziu um momento de Adoração ao Santíssimo Sacramento, fortalecendo a dimensão espiritual da missão dos agentes de comunicação.

A formação principal foi conduzida pelo Bispo auxiliar de Brasília, Dom Denilson Geraldo, que apresentou e aprofundou aspectos do Plano Pastoral Arquidiocesano, fruto de um amplo processo de escuta realizado nas paróquias e consolidado na Assembleia Arquidiocesana de Pastoral. O documento orienta a caminhada pastoral da Arquidiocese até o ano de 2029 e tem como tema central “Uma Igreja Mistagógica, Sinodal e Missionária”.

Durante a formação, Dom Denilson destacou a importância da Pascom na vida das comunidades paroquiais, sobretudo em um contexto em que a comunicação cresce e se transforma rapidamente. Segundo o Bispo, o trabalho da Pastoral da Comunicação tem ganhado cada vez mais relevância dentro da Igreja e atraído muitos jovens para a missão evangelizadora. Por isso, torna-se fundamental investir em formação permanente para acompanhar as constantes mudanças do mundo da comunicação e anunciar o Evangelho de forma atual e eficaz.

Ao apresentar o Plano Pastoral, Dom Denilson explicou que uma Igreja mistagógica é aquela que conduz os fiéis ao encontro profundo com o mistério de Deus, por meio da oração, da liturgia e da vivência da caridade.

Nesse contexto, o agente da Pascom também participa dessa experiência espiritual. Ao realizar a cobertura de uma celebração, por exemplo, o comunicador não está apenas registrando um evento, mas vivendo aquele momento em comunhão com a assembleia e colaborando para que outras pessoas também possam participar da vida da Igreja.

Já a Igreja sinodal é caracterizada pela comunhão, participação e missão, vivendo a escuta mútua, o diálogo e o discernimento comunitário. Segundo o Bispo, caminhar de forma sinodal significa que toda a comunidade avança unida, evitando que grupos ou pessoas sigam caminhos isolados sem considerar a vida e o ritmo da Igreja.

Por sua vez, a Igreja missionária é aquela que está constantemente em saída, levando o Evangelho a todos os ambientes. Assim, cada ação pastoral, seja na celebração da Missa, na catequese, na confissão ou nas atividades comunitárias, torna-se uma oportunidade de anunciar Jesus Cristo.

Durante o encontro, foi ressaltado que uma Pascom verdadeiramente sinodal, mistagógica e missionária atua como elo de comunhão dentro da paróquia, ajudando a integrar as diversas pastorais e movimentos e tornando visível a vida da comunidade. Por meio das redes sociais, transmissões e registros das atividades pastorais, os comunicadores ajudam a ampliar o alcance da evangelização e a mostrar a ação da Igreja de forma mais próxima e transparente.

Entre as orientações práticas apresentadas durante a formação, destacou-se a importância do discernimento na produção de conteúdos. Ao realizar fotos, vídeos ou transmissões, os agentes devem sempre se perguntar se aquele material realmente contribui para a evangelização.

Também foi ressaltada a necessidade de discrição e respeito durante as celebrações litúrgicas, evitando atitudes que possam distrair a assembleia, como circular excessivamente pela nave da igreja. A postura, a vestimenta e a atenção ao ambiente celebrativo foram apontadas como elementos importantes para preservar o clima de oração.

Outro ponto enfatizado foi o cuidado com a privacidade dos fiéis. Foi lembrado, por exemplo, que não é permitido fotografar ou filmar pessoas na fila da confissão ou durante o sacramento da reconciliação, em respeito ao caráter sagrado e reservado desse momento.

Ao final da formação, foi reforçado que os ambientes digitais também se tornaram espaços de missão para a Igreja. Segundo o Plano de Pastoral arquidiocesano, esses espaços não são apenas ferramentas, mas verdadeiros ambientes de encontro e formação, onde a presença cristã deve ser testemunho de fé, comunhão, diálogo respeitoso e anúncio do Evangelho.

O encontro foi marcado pela partilha entre os participantes, fortalecendo a missão da Pastoral da Comunicação e incentivando os agentes a continuar anunciando a Boa Nova com criatividade, responsabilidade e espírito de comunhão.