Papa: “não sou político, anuncio o Evangelho. Aos líderes: basta de guerras”

Durante o voo rumo à Argel, primeira etapa de sua Viagem Apostólica à África, o Papa Leão XIV encontrou-se com cerca de 70 jornalistas e reforçou o caráter espiritual de sua missão: promover a paz e a reconciliação entre os povos.

Sereno e entusiasmado com a viagem iniciada em 13 de abril, o Pontífice destacou que percorrerá, ao longo de dez dias, países como Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial levando uma mensagem clara: “bem-aventurados os construtores da paz”. Segundo o Pontífice, essa é a essência do papel do Papa, que não deve ser confundido com o de um líder político.

Questionado sobre críticas feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o Papa preferiu não entrar em confronto. “Não sou político e não quero alimentar debates dessa natureza”, afirmou. Em vez disso, reiterou que sua missão é anunciar o Evangelho e falar com firmeza contra a guerra.

O Pontífice destacou que não se deve distorcer a mensagem cristã e reforçou seu compromisso com a promoção do diálogo, da cooperação entre as nações e do multilateralismo como caminhos para resolver conflitos. “Muitas pessoas sofrem hoje, muitos inocentes perderam a vida. É preciso que alguém se levante para dizer que existe um caminho melhor”, declarou.

Ao responder a jornalistas, Papa Leão XIV reafirmou que continuará proclamando a paz a todos os líderes mundiais, sem exceção, insistindo na necessidade de pôr fim às guerras e investir na reconciliação entre os povos.

O Santo Padre também explicou que a viagem à África tem como principal objetivo fortalecer essa mensagem. Segundo o próprio Papa, esse destino já estava em seu coração desde o início do pontificado, com o desejo especial de visitar a terra de Santo Agostinho, em Annaba, considerada um ponto importante de diálogo entre diferentes tradições religiosas.

Além dos momentos de diálogo com a imprensa, o encontro a bordo também foi marcado pela troca de presentes. Entre eles, destacou-se um objeto simbólico ligado à realidade migratória nas Ilhas Canárias, que recorda o drama vivido por milhares de pessoas que arriscam a vida em busca de um futuro melhor.

Ao final, o Papa reafirmou o sentido profundo de sua missão: ser voz de esperança em um mundo ferido por conflitos, promovendo a paz, o respeito e a dignidade entre todos os povos.

Com foto e informações do Vatican News.