No segundo dia de sua Viagem Apostólica à Argélia, o Papa fez uma parada carregada de significado espiritual e histórico: a área arqueológica de Hipona, antiga sede episcopal de Santo Agostinho, um dos maiores Padres da Igreja. O local, que guarda as marcas de uma cidade outrora próspera e centro do cristianismo no norte da África, tornou-se cenário de recolhimento e oração.
Devido ao mau tempo e à chuva torrencial, a visita prevista pelas ruas da cidade portuária foi reduzida. Ainda assim, o Pontífice não deixou de expressar sua proximidade espiritual com aquele território tão significativo para a história da Igreja. Em silêncio, percorreu parte das ruínas, mergulhado em oração, evocando a herança deixada por Santo Agostinho, cuja vida e ensinamentos continuam a iluminar gerações de fiéis.
Durante o momento, o Papa realizou dois gestos simbólicos de grande significado. O primeiro foi o plantio de uma oliveira, sinal de paz, esperança e renovação. O segundo, a deposição de uma coroa de rosas brancas e amarelas, gesto que expressa reverência, memória e fé diante da história cristã ali vivida.
A visita, ainda que breve, foi marcada por um profundo clima de espiritualidade. Em meio às ruínas de Hipona, o silêncio do Papa tornou-se eloquente testemunho da força da oração e da continuidade da fé ao longo dos séculos, mesmo diante das adversidades.
Ao seguir os passos de Santo Agostinho, o Pontífice recorda à Igreja e ao mundo que, mesmo entre ruínas e tempestades, permanece viva a esperança que nasce do encontro com Deus.
Com foto e informações do Vatican News.